Algumas semanas atrás estava eu navegando no meu Twitter, tranquilo e pensando na morte da bezerra, quando me deparo com este comentário do Andrew Price.
O link leva ao blog de William Reynish, um usuário Blender avançado que também oferece treinamento.
William levanta, novamente, a bandeira da necessidade de limpar ainda mais a interface (UI) do Blender.
No seu post ele faz algumas “maquiagens” de como ele gostaria que a interface poderia ser apresentada. Lógico, juntamente com as “Photoshopadas”, ou “Gimpadas”, são pautadas os prós de uma interface mais clean.
Bom post, boa apresentação das idéias para defendê-las, o texto gerou mais de 100 comentários e de quebra chamou a atenção do Andrew.
Minha opinião atual é de que a interface está boa.
Sim, boa.
Um adendo, a partir de agora a minha opinião entrará em ciclos. Irei variar meu ponto de vista, ao invés de bater o martelo e falar o que é certo ou errado.
Minha experiência com o Blender, e com o Autocad, me levaram a um tipo de gosto pessoal que se assemelham em alguns pontos:
- A interface deve ser limpa, retiro tudo que não é necessário
- O paradoxo; não pode ser tão limpa assim, pois dificultaria encontrar algo que eu precise de imediato
Gosto da interface do Blender, atualmente ela está bem evoluída e madura.
Para quem aprendeu a utilizar o Blender na versão 2.49 para baixo, sabe que a interface de hoje está muito melhor.
Ai que mora o perigo; posso estar literamente alienado, e achando que está bom, pois não utilizo outro software de modelagem 3D.
Por isso que para estes tipos de assuntos eu não posso falar se uma mudança drástica no UI é bem vinda ou não.
Falta para mim sentir novos sabores no mundo 3D. Saber utilizar um Maya, um 3DMax, Cinema 4D, o bruto do Houdini etc. Posso citar também, na área mecânica, há falta de uso do Solid Works, Inventor e por ai vai.
Ainda estou tacanho, utilizo o meu Autocad da maneira clássica ao invés de utilizar o Ribbon. Não nego também que eu senti um pouco de resistência na nova interface do Blender, parecia que eu estava reaprendendo do zero.
Do meu lado: A evolução é boa, deve ocorrer e devo estar aberto a ela. Após realizada criarei meu pós-conceito. Também destaco a importância de se utilizar outros softwares, mas meu problema atual é tempo.
Lado da empresa (Blender Foundation): A evolução do software é importante. Saber escutar seus users é necessário, mas manter a filtragem das opiniões é fundamental. Se há necessidade de fazer mudanças, faça, caso ao contrário, esqueça.
Se escutarem tudo o que os consumidores desejam, empresas iriam a falência, e isso é fato.
Cardoso fez um ótimo post em relação a este assunto. Na época Henry Ford falou que se fossem escutar seus clientes, o que eles desejariam, seriam cavalos mais rápidos ao invés de automóveis.
Até do Ubuntu eu já cheguei a ver algo semelhante, povo chiando devido a decisões tomadas, e Shuttleworth mantendo firme sua decisão
Apenas alinhando toda essa salada que escrevi acima: acredito sempre na evolução dos produtos, mas a decisão final será sempre da empresa.
Se ela irá acertar ou não, somente o tempo dirá, pois infelizmente o mundo tem horas que não funciona da maneira lógica e destrada como queremos, e cansei de ver previsões furadas em relação a tudo.
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