Sentimentos em ápices: troca da motherboard

Na metade deste último mês de Fevereiro, meu desktop apresentou um problema sério.

Ele simplesmente entrava em blackout.

A tela ficava totalmente branca, ou azul, e travava. Não aparecia nem o cursor do mouse.

A única saída era bootar a máquina. Mas ao ser reiniciada, e depois de alguns minutos de uso, o desk entrava em colapso novamente.

Até fiz um post sobre o meu novo brinquedo; é um Hexacore da AMD, Phenom X6 1090 Black Edition. Montei está máquina para poder fazer os meus trabalhos de modelagem de maneira mais confortável, e com rapidez.

O computador entrou em ação por pouco tempo, pois essa zica apareceu logo depois de alguns meses. Pedi então ajuda para o meu primo.

Levei a máquina para ele, que a enviou para um amigo para achar problema.

Era hardware, e não o S.O. corrompido, pois este técnico havia trocado o sistema operacional e o problema continuava. Até eu tinha comprovado isto usando um live CD do Ubuntu.

Foram feitos testes individuais em cada componente do hardware e nada havia sido encontrado.

Este técnico desistiu, entregou a máquina e o meu primo assumiu em tentar desvendar o por quê.

Ele verificou duas situações:

  • os dois pentes de memórias não estavam nos slots 1 e 2.
  • A minha placa de vídeo não estava na PCI de 16X.

Ele ficou 3 dias direto fazendo testes e o problema não havia aparecido.

Final feliz, máquina consertada e eu começo a trabalhar novamente com ela, pois estava cansado de ficar sem micro em casa (o meu laptop fica no serviço na maior parte dos dias da semana).

Passado uns 5 dias, pam, apareceu o problema novamente.

O retorno do blackout foi agora dia 17/05/2011, ou seja, 3 meses de sofrimento, agústia e cansado de ficar nesta pendenga do inferno.

Conversei com meu primo, não tinhamos uma certeza da origem disto tudo, mas havia suposições.

Não pensei duas vezes, fui comprar o maior suspeito de todo esse embrólio, uma nova placa-mãe: Asus M4A88T-V EVO para o meu Phenom.

Placa em mãos, descidi não pedir ajuda para ninguém na instalação.

Comecei a ler os manuais das duas placas, tirar fotos da situação atual e deixar a vontade me levar a fazer algo que eu nunca tinha feito em minha vida.

A placa antiga é esta aqui: GigaByte GA-880GMA-UD2H. Foto tirada antes da autópsia.

Retirada da placa e preparação para receber o processador e seu cooler.

Era Sexta-Feira, eu estava muito cansado e mesmo assim não iria deixar para o dia seguinte, procedimento nada correto da minha parte. Eu tinha que estar descansado para fazer isso.

Vocês não tem idéia de como eu estava em dúvidas. Mas as dúvidas iam sumindo com leitura e observação.

Durante a transferência do processador, aconteceu um acidente. Já havia posto o Phenom na nova placa mãe, mas ao tentar instalar o cooler o processador deslocou-se e suas conexões entortaram.

Aquilo me deu um desespero de proporções gigantescas.

Minha mãe estava na sala, cheguei com processador na mão, sujo de pasta térmica e falei “Mãe, eu falhei, eu acabei de estragar o processador do meu micro. Eu não sei se eu entro em desespero, grito ou jogo isto fora, pqp…”

Minha mãe coitada, não sabendo nem o que é um processador, apenas falou para eu ter calma e pensar em uma saída. Voltei para o meu quarto não sabendo mais o que fazer.

 Fiquei sentado, segurando o processador durante uns 5 minutos, apenas respirando e pensando.

Peguei uma chave de relojoeiro, que é uma chave de fenda muito pequena, e comecei a desentortar conexão por conexão.

Naquela hora nem tinha passado pela cabeça em tirar uma foto do estrago, mas achei essa foto na net para ilustrar o problema. Olha o tamanho dos pinos de conexões.

Um a um, vendo contra a luz, fui alinhando pacientemente os que entortaram.

Enquanto eu estava ali, fazendo algo que eu não tinha idéia se iria dar certo, pensava em duas histórias:

  • Primeira

Aiyumi Moriya é uma deficiente visual que resolveu sair do Windows e partir para linux. Começou no Ubuntu mas teve problemas com o ORCA (software que lê o que está na janela, destinado a pessoas com problemas de visão) e partiu para uma distro que nem eu tinha ousado a usar; Slackware !!!

A parte mais forte do relato é quando ela pede ajuda para sua mãe ao instalar o Slack. Não sabendo inglês e muito menos algo sobre linux, ela leu para sua filha todas as telas de instalação do sistema operacional.

Conseguiu.

  • Segunda

O americano Bill Porter nasceu com paralisia cerebral, sendo assim tratado como um retardado durante sua infância.

Pediu emprego como vendedor de produtos de limpeza em uma fábrica, o que foi negado na hora. Então ele pediu o pior local para ser realizado as vendas dos produtos, o mais difícil. O gerente, por pena, deu emprego a ele.

O tempo passava, andava em média 16Km por dia, e obtinha apenas o fracasso como resultado.

Mas em um dia, ao sentar em um banco de uma praça para almoçar, ao abrir o lanche preparado pela sua mãe, o molho de tomate formava duas palavras: “paciência” e “persistência”.

O resto vocês lêem ai no link.

Enquanto eu pensava nestas histórias, e minha raiva aumentava sobre tudo isso que estava acontecendo, me deparei com o trabalho terminado.

Havia realizado algo que para mim, no momento crucial, não tinha mais saída.

Consegui encaixar o processador no socket da placa mãe, puz o cooler e fui adiante na montagem.

Quando acabou, havia chegado o grande momento. Fui ligar o micro e…nada!

NAAADA!!

O que eu havia feito de errado? Comecei a olhar tudo novamente e ai notei que o desk não estava ligado na força.

Apertei o botão e YEAAHH !!! Funcionou.

Já entrei na bios, mudei o boot primário para o dvd, e o resto é história.

Estou escrevendo nele agora, e torcendo para que o problema dos blackouts tenham sido mesmo da placa-mãe.

A experiência foi válida, mas isso tudo me deixou pensando se o meu próximo micro não será um Dell, ou um Apple.

Dependendo da garantia que você pega, se tiver algum problema, é só ligar para eles que no dia seguinte você recebe uma máquina nova, enquanto a sua é consertada.

Houve uma perda de tempo muito grande e não quero mais passar por isso novamente.

No momento estou feliz, e quero continuar assim.

Cl for Seven, Baby.

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6 comentários sobre “Sentimentos em ápices: troca da motherboard

  1. Eu sou aquele primo que ficou na tentativa e erro por 3 dias, rodando um programa com tecnologia brutal force para quebrar senha de um arquivo rar que tinha a tempos e não lembrava. A maquina rodou por 2 dias seguidos consumindo 80% dos 6 nucleos, eram quase 80 passwords por segundo, o cooler nada silencioso transformou o meu quarto em um aeroporto.
    A minha mulher não quis dormir ali, e fui obrigado a desistir do brutal force. Ainda teste o pc com varios filmes e ripagem de alguns DVDs.

    Cara, espero que essa placa mãe Asus te faça feliz. Nunca fui convicto nessas Gigabytes.

    Abraço, e boa sorte !

    Renato

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