Arquivo da categoria: CAD

Pontos: fotografia, eng, modelador 3D e FEA user

Muitas vezes quando eu deixo de postar no meu blog são momentos de falta de inspiração.

Pode ser um post mais técnico do que artístico; eu preciso estar no clima.

Inspirado e motivado.

Vamos há alguns recortes atuais da minha vida profissional (espero ser rápido):

– Fotos

Estou fazendo com menos frequência, mas quando tem algum evento, entro em ação. Consigo peneirar, de umas 30 fotos, uma ou duas que me interessa(m). Minha produção nunca é grande, mas nos dias de hoje ela caiu ainda mais.

O porque desta minha queda tem algumas explicações: olhar mais criterioso, aborrecimento com um fato aqui e ali fazendo o seu prazer ficar salgado etc.

Não importa. Estou sendo produtivo no meu tempo e não pretendo parar.

Já pensei em fazer um movimento muito ousado, em sair do mundo das DSLR e cair novamente para um Point and Shoot.

Mas afirmo que não seria uma simples Point and Shoot. Os modelos que eu acompanho tem as esp. que eu gosto.

Eu continuaria um sniper com elas.

– Modelador e Simulador

O meu trabalho de modelador 3D e usuário de programa FEA (finite element analysis) não é para qualquer um. Principalmente para mim que uso 4 softwares para conseguir atingir o que quero.

Blender, Geomagic, SolidWorks e o ANSYS.

Para gerar o modelo 3D  não vejo problemas, é trabalhoso mas eu sei o que eu tenho que fazer.

Mas para obter os resultados de simulações de esforços, meu amigo, ai entra um trabalho herculano de achar um workflow que funciona.

Ao modelar eu uso sempre STL, mas para simular eu preciso transformar o modelo em extenção IGES.

Essa bunch de importação e exportação do Geomagic+Solidworks em IGES estava dando problemas no ANSYS. Mas acho que agora eu encontrei o caminho.

Olha, eu poderia fazer um post disso, mas teria que ser em vídeo. Escrito e com várias fotos de screen seria bem trabalhoso.

O ideal seria um programa que faz tudo (tipo o Mimics) que modela e já faz a simulação de esforços. Mas não esta nos planos do laboratório que faço parte a sua compra. Eu tenho que me virar com os programas que estão disponíveis no lab.

Lembrando que os programas isoladamente são ótimos, mas quando exige uma “conversa” entre eles…uhh

– NX9

O laboratório congitou a compra de um nome poderoso e eu tive o prazer de conhecer e testá-lo. Unigraphics NX9.

Se você é um modelador 3D mecânico de longa data, eu não preciso falar que ele está no mesmo panteão do Catia e SolidEdge.

Irei usá-lo mais, pois se houver alguma ferramenta nele que me seja útil, já saco e atiro com ela.

73 55

Anúncios

Generator – respingos de 2013

Pois é.

Minha vida mudou em 2013, parece que tudo teve que vir abaixo para erguer novos alicerces.

Não entrarei em detalhes do que aconteceu, pois ainda pretendo fazer um post especial sobre isso. Foi terrível e ainda estou tendo que lidar com os respingos da situação.

Depois de mais de 10 anos voltei para Unicamp novamente para área de pesquisas.

Houveram coisas muito proveitosas em trabalhar na área privada, mas houveram momentos onde nunca passei tanto ódio em minha vida. Assédio moral, idiotas que não mereciam cargos superiores…enfim, os ingredientes que TODOS vocês conhecem.

Mas no final de 2013 algo mudou, uma pessoa me chamou na Unicamp. Me ofereceu um serviço, uma meta, um estudo e um horizonte.

Serei superficial novamente mas resumindo; terei que ajudar na parte de pesquisas, em um laboratório de prototipagem 3D, a fazer próteses humanas e alguns equipamentos mecânicos.

Consequência disto foi sobrecarga de informação para ler, relembrar e aprender.

– Cálculo

– Resistências dos materiais

– Mecânica dos fluídos

– Invesalius

– Geomagic Studio + Blender 3D

– Ansys

– Simulação no Solidworks

– Projetos pessoais

  • Cálculo

A matemática básica do engenheiro. Literalmente o ítem número 1 da lista para avançar em outros terrenos.

Resolvi revê-la.

A intenção não é fazer exercícios de matemática. As fórmulas estão prontas para eu obter meus resultado. Mas eu quero entender o que está na minha frente com este gigante como background

Desta vez estou reaprendendo de maneira mais eficaz do que livros a moda antiga, e está sendo feito através do Khan Academy.

  • Resistência dos materiais

Haverá simulação mecânica de esforços e impacto, e para não chegar perdido neste terreno lá estou revendo este conteúdo.

  • Mecânica dos fluídos

Algumas próteses e protótipos deveram ser validados em simulação de fluidodinâmica.

Ainda não comecei a ler nada por pura falta de tempo, mas essa é umas das matérias que mais me assustou no passado.

Quem usou o livro de Fenômenos de Transportes do Bird alguma vez na vida, sabe do que eu estou falando.

  • Invesalius

Primeiro armamento novo que tive que aprender a usar quando necessito fazer uma prótese em uma pessoa.

O resultados de tomografia e ressonância magnética são transformados em visualização 3D neste software.

Em seguida exporto em STL a região óssea deseja para criar, em outro software, a prótese necessária.

Resumindo, Invesalius é apenas um visualizador e exportador de STL para mim.

  • Geomagic Studio + Blender

Geomagic Studio, um dos melhores softwares de reengenharia que existe.

O Studio recebe meu STL by Invesalius e a partir dai começa todo o trabalho.

Existe umas ferramentas no Studio muito bacana, principamente na parte de criar faces, mas há alguns momentos que eu acho ele bem travadão. Tem comandos que não tem shortcuts, poucas possibilidades de customização da interface, mas nada que eu não possa me acostumar.

Há etapas onde minha prótese é enviada para o Blender (novamente em STL) para fazer alguns acabamentos e acertos de maneira mais orgânica. Sinto mais segurança fazendo isso no Blender.

Então fica neste bate bola entre Blender e o Geo.

Um problema que estou enfrentando no momento: operações booleanas. Tanto no Blender como no Geo Studio o produto final é muito imprevisível.

Algumas vezes os resultados ficam um desastre.

Por causa disso, ainda procurando achar um workflow confiável.

  • Ansys

O mais famoso, antigo e complexo software de simulação FEA (análise de elementos finitos).

Dispensa apresentações . Terei que aprendê-lo.

É o Ansys que justifica minha leitura de mecânica dos fluídos e resistência dos materiais.

Go ahead punk !

  • Simulação no Solidworks

Mais trabalho; verificar as possibilidades de utilizar a ferramenta de simulação do Solidworks.

Nunca usei este recurso e terei que aprender.

Simulação no Solid não tem a força do Ansys, mas deve quebrar algum galho aqui e ali.

  • Projetos pessoais

Tenho uma vida que é fora de tudo isso ai.

Gosto de correr, fazer Crossfit e principamente modelar meus projetos partículares.

No momento estou trabalhando no novo episódio do Robopiu (esp 003).

A parte de animação está demorando porque…demora mesmo. Mas quase sempre reservo 1 a 2 horas por dia para trabalhar no meu robô.

Estou aprendendo, através de um livro, como desenhar a mão livre. Acho esta arte magnífica e fico admirado quem tem esta habilidade.

Este desejo também foi nutrido pois li muito HQ no passado. O tiquinho de tempo que sobra lá estou eu com papel em branco e lápis na mão.

Nada há acrescentar neste final de texto. A única coisa que eu posso falar é que para tudo tem uma justificativa.

Não gosto de ocultismo pois trabalho de maneira mais lógica, mas em alguns momentos esta é a frase que me vem a cabeça.

Eu estou cansado.

73 55

SolidWorks – Estudo básico

Duas palavras que definem quase 70% da qualidade de um projeto de caldeiraria:

Estudo básico.

Ele é a definição final de como será o equipamento. Será a fonte para gerar os desenhos de detalhamento e de conjunto.

Não é qualquer pessoa que é capacitada em fazer um estudo.

Dê uns anos para cá eu estou tendo que fazer estudos básicos pois a qualidade dos desenhos cairam demais. Preciso de uma fonte confiável para poder gerar a verificação.

Longe de mim reclamar em gerar estudos, pois esta é uma parte do projeto que eu adoro fazer. Criar e definir.

Mas ainda é um serviço muito trabalhoso. Ainda não existem meios de otimizar por completo pois as variáveis são imensas.

Estou gastando algumas horas da minha semana estudando em como mudar isso.

No momento a minha ferramenta é o SolidWorks. Tive alguns pequenos avanços, mas já encontrei alguns entraves.

Quando eu descobrir a fórmula, haverá o diferencial. E irei cobrar por isso.

73 55

Fatores não admitidos: 3 passos para frente e dois para trás

Para quem não sabe eu trabalho em um escritório de projetos.

No começo do ano para cá começou a ocorrer uma avalanche de solicitações de serviços acima do normal. Todos estes serviços foram abraçados e o resultado foram deadlines estourados e qualidade de desenhos que ficaram abaixo da média.

A relação com os clientes não terminou de maneira saudável.

Em minha opinião foram os seguintes fatores que levaram a sirene de “algo está muito errado” a ser acionada.

  • desenhistas ruins
  • prazos surreais
  • clientes ruins ao passar informações: ou falta de informação ou informação importante que é enviada tarde demais, alterando todo o projeto que estava quase acabando. Isso mata.

Eu posso afirmar: eu havia levantado a bandeira de help a muito tempo.

Apenas quando o efeito boomerangue chegou até a gente e em alguns projetos a chefia começou a gerenciar pessoalmente alguns desenhistas terceiros, as marcas ficaram na pele da diretoria e houveram anúncios de mudanças.

E as mudanças foram:

  • dois colegas chaves: um gerenciador de cargas (vendo a quantidade de trabalho de cada um dos desenhistas) e um coordenador de projetos mais direcionado a sua área.
  • controle de horas

O mais significativo para mim foi o Coordenador de Projetos mais efetivo.

O que estava acontecendo era que este meu amigo é um excelente projetista. Ao se deparar com desenhos ruins, ou serviços que não saiam, ele deixava de lado seu cargo de coordenador e punha a mão na massa para resolver.

Ele que modelava, desenhava, revisava em alguns momentos em que eu estava entupido de serviço. Agora acabou, ele ficará exclusivamente destinado apenas passar serviços, buscar informações com os cliente etc. Em casos extremos ele irá na casa do desenhista terceiro buscar o desenho que ainda não ficou pronto.

Mas isso para mim não responde ainda algumas perguntas do tipo: Como entregar um desenho de qualidade, no prazo, com recursos escasso de mão de obra?

Lembrando que escasso seria mal desenhistas ou bons desenhistas em número bem pequeno para o tamanho do projeto.

Quando eu encontrar esta fórmula irei engarrafar e vender.

Dou bastante atenção na questão do prazo de entrega. O escritório que trabalho não está sozinho nesta, cansei de escutar amigos que trabalham em outros lugares falando que prazos sempre são adiados.

Isso me leva a dar carimbo de autenticidade para o livro que estou lendo que é o Reworks. O autor comenta que não adianta fazer planejamentos de longo prazo, a situação é dinâmica no meio do caminho e tudo muda.

O que existe são palpites. Palpite de quando ficará pronto, quando será revisado, quando será entregue e por ai vai. Soa estranho mas soa mais real world.

Concordo. Cansei de ver trabalhos que soavam fáceis e ficaram com tonalidades gigantes no final.

Agora os meus pontos de vista:

Uma saída para esta situação seria a dupla prazos de entrega mais humano e ter desenhistas bons ao lado. Não precisa ser todos, mas a maioria.

Aquele desenhista que resolve o seu problema e não que crie mais problemas.

Mas desenhistas bons são absolvidos por empresas que oferecem mais recursos. Ai entramos em outra área que dá para gerar outro post.

Quanto aos prazos, estou desistindo. Não adianta, cansei de falar. Lógico que não haverá mudanças em relação a isso. Sempre haverá submissão a prazos dos clientes.

Já cansei de ouvir que fora do Brasil as coisas são diferentes. Alguém pode desmentir para mim?

Outra saída, que tentei estudar, seria modelar o estudo básico no SolidWorks e gerar, através dele, as peças de detalhamento em DWG.

Seria o caminho inverso do 2D para o 3D. Mas estou enfrentando algumas limitações técnicas em relação a isso. Parece que eu preciso estudar C++ para criar aplicativos no Solid que realize esta necessidade.

No fundo esta a é minha solução utópica: criar algo que não dependesse tanto do fator humano, mas uma ferramenta que ajude você a eliminar um monte de etapas e variáveis que levem ao erro.

Como eu queria ser software developer para realizar isso.

Fico feliz que a chefia tenha gritado e reunido o pessoal. Não que eu esteja de acordo com todas as soluções tomadas, na verdade sinto falta de mais soluções.

Houveram pontos que não foram mencionados nestas mudanças.

Mas da maneira como estava, não tinha mais como piorar.

Na verdade sempre tem como piorar. Sempre.

73 55

DraftSight: estou precisando produzir mais

Já fazem dois meses que o Draft é meu cad principal, tanto no meu desk como no laptop.

Tirando uma vez em que ele deu perda total em um dos meus desenhos, estou tranquilo para desenhar com este software, mas estou sentindo problemas em termos de produtividade.

Tenho alguns autolisps que ajudam no meu trabalho e de uns tempos para cá estão aparecendo serviços com carga alta e com prazos de entrega que não condiz com a realidade. Isto está me forçando a rever se devo continuar a usá-lo ou não.

Existem outros pontos que continuam me incomodando

-Revcloud – Não existe e como revisor eu uso bastante. Se existe este comando deve ter outro nome que eu não sei.

– Autocomplementação – Como isso me faz falta. Há momentos que não lembro como escrever um comando extenso e tenho que apelar para meus colegas, que tem Autocad, acionar o comando na minha frente para ver como se escreve. Ridículo.

– Cadastro no site Dassault Systèmes – Essa foi duro. Nas primeiras versões do Draft havia me cadastrado na comunidade da Dassault. Sei lá, para acompanhar as novidades, ver tutos, etc. Ao instalar a nova versão, eu tentei ver suas melhorias no site do DraftSight mas não consegui entrar. Pedi solicitação de uma nova senha, não funcionou, tentei mais uma vez e nada, mandei um twitter para a Dassault e não me derão nem atenção.

A proposta do Draft é essa: não tenho como exigir nada. Ou me adapto ou caio fora.

Infelizmente para esta realidade que estou vivendo terei que pedir para sair.

73 55

DraftSight : Second time

Para quem não conhece, o DraftSight é um Cad free oferecido pela Dassault Systemes (empresa onde reside a sua cria mais conhecida, o SolidWorks).

Como ele é free então toma ai o  link para vocês baixarem e brincarem um pouco com ele. Faça umas linhas, juntos com umas bolinhas (ou na minha linguagem “umas circunferências”)…

Criem alguma coisa.

Legal né? Mas ao contrário de vocês, eu utilizo ele de forma profissional. Coloco ele para trabalhar no meu dia a dia onde preciso revisar desenhos, criar estudos básicos de estruturas de caldeiraria pesada and so on.

Vamos voltar um pouquinho no tempo, há alguns meses atrás eu fiz um review do DraftSight. Independente de quem leu ou não irei dar uma de spoiler desta história; fui testar este CAD em um dia de trabalho e ele deu perda em um DWG que eu estava editando.

Literalmente ele acabou com o desenho. Não abria nem na base do recover.

Passaram-se meses e depois deste gosto amargo na boca criei coragem e instalei ele novamente, tanto no meu laptop como no meu desk.

Já faz algumas semanas que estou trabalhando com ele, assim já tenho alguns pontos de vistas desta alternativa de CAD para vocês:

Até o momento o Draft está atendendo as minhas necessidades. Não estou tendo grandes dificuldades em fazer o meu trabalho e isto está me fornecendo confiança ao usá-lo. Depois do que aconteceu comigo no passado, retornar a usá-lo nos primeiros dias me deixava tenso.

Parecia que alguma coisa de ruim iria acontecer novamente.

Comecei com trabalhos pequenos e essa semana, para efeito de testes, utilizei-o para fazer um estudo básico grande que são plataformas, guarda-corpos e uma torre de escadas.

Apenas deixando claro que estou usando ele juntamente com o Autocad da Autodesk. Neste período não estou usando o Draft 100% do meu tempo. Mais adiante do texto eu direi o porque.

Notei que o tempo de abertura dos desenhos “pesados” o Draft leva vantagem, sendo mais rápido e esperto. Mas eu preciso também levar em conta de que ele não carrega os meus autolisps ao iniciar um desenho.

Um CAD leve e que não carrega meus autolisps com certeza faz com que este peso pena seja uma bala na abertura dos DWGs.

Tai algo que novamente não corri atrás no Draft, como carregar o autolisp nele ou se isso é possível.

Uma das coisas que me incomodou bastante ao reutilizar este CAD foi o fato do zoom não ter a mesma velocidade do zoom do Autocad da Autodesk. Para minha sorte existe também o comando zoomfactor no Draft e já mandei um valor fazendo com que meu zoom ficasse mais ligeiro.

Algo que eu gosto muito neste tipo de Cad é sua simplicidade e a falta de milhares de opções de ajustes para tudo. Tipo de poder que você encontra no Autocad.

Acredito que muitas opções chegam a atrapalhar pois tem comandos, icones, submenus literalmente para o que você imaginar no Autocad. E olha que eu ainda não utilizei o Autocad 2012 que tem ainda mais features.

Outro ponto a favor é que a maioria dos comandos que eu utilizo no Autocad eles existem no Draft, e com o mesmo nome.

Alguns foram simplificados, como por exemplo não existe um BlockEditor mas apenas o Refedit, o que no fundo tem uma lógico pois ambos são para editarem o bloco. Eu sei, há diferenças entre estes dois comandos (o BlockEditor você pode criar blocos dinâmicos), mas a finalidade principal é a mesma.

O mouse gesture eu deixei de lado, não me interessou desta vez, e o snap tem boa sensibilidade, sendo que eu posso regular ele pelo aperture.

Agora citando alguns dos pontos negativos sobre minha lente:

  • O DraftSight é mais sensível ao desempenho da sua máquina do que o Autocad.

Tenho um laptop Acer Aspire com aquele bendito Intel Graphics que para mim que usa de maneira pesada o micro (seja rodando um modelo 3D no Autocad ou usando o render engine Cycles do Blender) não serve.

Este meu laptop uso mais para criar modelos simples ou para desenhos em 2D e fim de papo. Enfim ao utilizar o Draft ele começa a dar alguns lags durante a navegação do desenho. Se dou zoom rápido, pan de um ponto para o outro o desenho já começa a trava centésimos de segundos.

Quem é cadista de longa data e já tem uma certa velocidade ao desenhar sabe como isso é irritante. Utilizando o mesmo desenho na mesma máquina com o Autocad, o desempenho é melhor.

Porque? Sei lá, só um developer para me responder isso.

Como eu citei acima, por isso eu não utilizo-o 100% do tempo. No meu desk (mais forte) é Dassault na veia, enquanto no meu laptop a Autodesk é que deita e rola.

Acho isso muito estranho pois ele é rápido ao abrir desenhos, mas na hora de navegar no mesmo a configuração da máquina é o que conta. Se é um CAD mais leve deveria ter um sequencial de zoom-pan-zoom mais fluente, ou isso não quer dizer nada e estou falando uma tremenda besteira agora, enfim…

  • Autocomplementação

Isso é algo que me deixa doente.

Há anos atrás, como eu era usuário ferrenho de linux, eu descobri sem querer que os comandos do Autocad tinham autocomplementação ao bater a tecla Tab. Herança de anos usando o BASH.

Isso para mim é uma mão na roda pois tem comandos que não tem atalhos simples, com poucas letras, e você tem que escrevê-los por extenso. Como para algumas coisas eu não tenho memória boa, a autocomplementação é o meu canivete do MacGyver.

Vocês acham que eu tenho que escrever por extenso o comando Justifytext no Autocad? Ou Lengthen? Esquecem, digito poucas letras iniciais, bato Tab e dou o enter.

Meu querido DraftSight não tem essa característica, então lá vai eu digitar todo o comando, dar enter e ver se eu não errei na minha digitação.

De modo geral, estou gostando muito do Draft. Para o tipo de trabalho que estou utilizando hoje em dia ele está se saindo muito bem. Não estou usando o 3D do CAD ultimamente, então não saberia dizer como este Dassault se comportaria.

Mas se em alguns desenhos ele apresenta lags, imagina em um mundo com três dimensões. Ia travar.

Estou digitando este texto no meu laptop e pensando; o DraftSight tem versão para Linux, será que ele se sairia bem, com esta máquina aqui mas em outro sistema operacional?

Se os pontos negativos citados (apenas dois) forem resolvidos com o tempo, isso geraria um efeito de um furacão de magnitude 2 em meus micros, como preferência de CAD.

Estarei monitorando esta futura tormenta, e o meu barômetro será minha sensibilidade ao usar o programa.

Cl for olho do furacão, Baby.

73 55

UPDATE 1: Esqueci de mencionar que o sistema operacional utilizado tanto no lap como no  desk foram o Win7 64.

Parametrização

Aprendi a modelar através do Autocad.

Lembro-me que peguei um livro em inglês e pensava “vou aprender a criar no 3D”. Eu estava decidido.

Um pouco de leitura e insistência levou-me a começar a confeccionar as primeiras peças, e depois para os primeiros equipamentos. Um levando a algo maior.

Como eu já estava com alguma noção no mundo 3D, comecei também a aprender a usar o Blender, sofware que eu tive o primeiro contato nos tempos primórdios quando eu usava linux ferrenhamente.

Vamos ao filé deste post; essa semana que passou comecei a fazer um estudo básico de algumas tubulações, para um cliente.

Imagina que você tenha um equipamento e precise fazer tubulações, com diâmetro de 1,6m, ligando a outro equipamento, que está a 8 metros de distância.

Taráá!! Este era o meu serviço.

A modelagem no Cad levou uns dois dias. Serviço “pesado”  pois haviam muitas curvas e uma transição (medida retângular para circunferência).

Terminada esta etapa, retirei as vistas do modelo e coloquei no desenho oficial de montagem (2D).

Foi enviado para o cliente e ai começou o problema. O cliente não gostou de algumas medidas e posicionamento dos tubos.

A moral da história é que eu tive que refazer quase tudo novamente. É ai que está o calcanhar de Aquiles ao se fazer um modelo no 3D no Cad; é limitado para edição após estar pronto.

“Tempo” agora virou minha água, virou ítem de nescessidade, pois alguns de vocês devem saber o que é um cliente exigindo o seu produto o mais rápido possível.

A palavra chave agora é Inventor.

Procrastinei todo esse tempo para aprender a usá-lo, mas deixo claro também que da minha parte não havia nenhum interesse em conhecê-lo. Pensava que era invencível no AutoCad, mas foi apenas um cliente para mostrar que o meu mundo de conto de fadas não existe.

Final da história foi que modelei apenas uma parte das tubulações, e contei com ajuda de um colega aqui no escritório (Renan) no Inventor. Foi ele quem fez a parte crítica para mim.

Apenas lembre-se que não existe um software canivete suíço que faça tudo para você,  tanto que em um dos tutos do Andrew Price, Árvores, ele utilizou o Arbaro pois sabia que era o caminho mais rápido para gerar o nosso modelo ao invés de fazer no Blender.

Agora é criar ânimo e treinar no Inventor, ou não fazer nada disso e “levar na cabeça” novamente.

Mas se isso acontecer, não irei reclamar que “deus não me ajuda…”

73 55

A procura de palestrantes – AU 2011

Como eu gostaria de ter um bom conhecimento, ou algum nova técnica de gerenciamento de projetos, para atender a este chamado.

No blog da Lynn Allen ela convoca profissionais para compartilhar seus conhecimentos na Autodesk University deste ano.

Deve ser muito enriquecedor assistir explanações de mestres do Cad, mostrando suas habilidades e técnicas.

O que eu iria mostrar lá ?? Meus pequenos Autolisp´s ??

Não irei mandar uma proposta  e dessa vez eu passo.

Cl for Seven !!!

73 55

Uma semana, tensão em algumas horas e O Grande Homem.

El Hombre Grande, de Magda Frank

Esta semana dos dias 13~17/12/2010 o meu chefe viajou a descanso.

Todos os projetos de um cliente ficaram sobre minha responsabilidade; entrar em contato para tirar dúvidas, passar/abastecer  informações aos desenhistas e projetistas, e por ai vai.

Mas o meu chefe alertou-me que, era muito provável, um novo cliente poderia aparecer nesta semana solicitando um serviço.

Dito e feito.

O cliente apareceu na terça e solicitou a entrega de todo um projeto, com desenhos de montagem e detalhamentos, para sexta feira. Mas a carga do serviço é alta, o tempo real para fazer é de uma semana.

Já tinha conversado com o meu chefe de chamar um ex-funcionário, e ótimo cadista, para nos ajudar como um autônomo.

Por que chamar alguém de fora? Simples, hoje, no escritório, tenho apenas um auxiliar de desenhista e dois estagiários. Não tenho ninguém altamente experiente aqui comigo, de prontidão.

Coletei este novo projeto e enviei para este amigo autônomo. A partir dai a situação começou a ficar mais tensa, acompanhem.

Na quinta-feira eu precisei falar com este cliente, para acertar alguns detalhes sobre os desenhos, neste momento ele pediu algum desenho para dar uma olhada e fazer algum comentário necessário.

O problema é que o meu amigo estava trabalhando a noite sobre este projeto, que iria ser entregue na integra na sexta-feira, mas na cabeça do cliente estávamos trabalhando em período integral, então solicitar algum material pronto apenas para checar não seria problema.

Na visão deste cliente, era apenas colocar algum desenho finalizado no email e enviar.

Bem, o que fazer nesta hora?? Falar a verdade, apenas isso.

Expliquei a ele a situação; que aqui comigo não tenho nenhum desenho pronto, que o profissional está trabalhando a noite no projeto e que todos os desenhos seriam entregues na data.

A partir deste momento o nível de tensão aumentou. O cliente falou que isso era bastante arriscado, pois ele precisava ver os desenhos e opinar ao invés de receber tudo pronto.

Concordo com ele, mas no prazo que tinhamos, e no período de tempo que o meu amigo estava trabalhando, só teríamos algum desenho pronto na sexta.

Questionou também do profissional trabalhar a noite, fato que poderia afetar a qualidade dos desenhos.

Neste momento eu fiz ele comprar a confiança em mim, acreditar em minha pessoa, que na sexta feira todos os desenhos estariam prontos, e que o projetista  é um excelente profissional, o que é uma verdade.

Chega sexta-feira, abro minha caixa de email e vejo três desenhos enviados pelo meu amigo. No corpo da carta, resumidamente, meu amigo fala que não conseguiu terminar o serviço pois o nível de detalhamente era muito alto (concordo), e que iria apenas terminar na segunda. Isto porque ele ficou trabalhando até as 3:00 a.m.

Nesta hora eu não lembro no que eu senti direito, apenas respirei fundo e liguei ao cliente, mas antes repassei os desenhos a ele e falei que ligaria em alguns minutos.

Conversei com ele e pedi desculpas sobre a situação, e que ele poderia conversar com meu chefe e expor sua insatisfação.

Logicamente que ele não gostou nada do ocorrido, mas durante a conversa sinalizei para ele para tentarmos resolver tudo da melhorar maneira possível. E ele concordou.

Vamos resolver a situação de uma vez.

Pedi para ele checar os desenhos enviados e fazer os seus comentários e sugestões.

No final da tarde ele me liga e fala mais ou menos assim “Não é nada disso que eu desejo, abra o desenho na sua tela e comece a anotar as mudanças que eu quero…”.

Sugeri uma saída melhor. Falei que o projetista que iria ligar para ele.

É o lógico, pois eu, como intermediários, poderia repassar ao meu amigo alguma informação distorcida, ou pior, esquecer de repassar algum comentário.

Foi o que aconteceu: Meu amigo veio no final da tarde até o escritório, ligou para o cliente e iniciou a conversa sobre as mudanças a serem feitas.

A conversa levou 53 minutos do que deverá ser feito e atendido.

Situação resolvida com informações alinhadas. O projetista acertou que entregará tudo nesta semana do Natal.

O que eu observo com este case:

Falar a verdade foi o fator importante para tentar sanar tudo.

No momento em que o cliente pediu algum desenho para dar uma olhada rápida, pois na cabeça dele estávamos ali desenhando, explicar a real situação era o que tinha que ser feito.

Além do que, eu não iria em hipótese alguma tentar iniciar choques de argumentos, alegando que o prazo era surreal, etc. Foquei todas as energias em não me defender, mas sim em resolver.

O desfecho final também para mim era o correto, linkar o projetista com cliente.

Isso tudo sinaliza claramente que eu preciso de um desenhista experiente do meu lado. No fundo no fundo, tudo ocorreu por causa deste detalhe.

Detalhe este que me fez ter horas de tensão.

Opiniões são bem vindas na parte de comentários.

A arte de Magda Frank, logo no início do post,  não está aqui no sentido de uma pessoa destemida, capaz de resolver tudo..um “Grande Homem”. O verdadeiro significado desta obra, comentado pela artista, explica o que eu senti em alguns segundos desta semana.

Cad, Blender, Coffe and day by day.

Cl for Seven, Baby.

73 55

Pulando prédios: pensando em C++

A primeira linguagem de programação que eu aprendi foi o Pascal. Isto foi no final da década de 80 e…nossa, como o tempo passa.

Depois disso, eu “cisquei” um pouco no Python e em seguida caí de cabeça no Autolisp, devido ao meu trabalho.

No caso do Autolisp, conheci graças a um projetista chamando Bruno, que forneceu-me um livro que não recordo-me o nome. Li e o resto é história.

No momento eu não faço mais nenhum programa nesta linguagem, pois o que eu precisava já criei, e o restante que eu necessitava encontrei no Autocad.

Qselect foi um exemplo.

Quando eu comecei a trabalhar com Blender tive novamente a oportunidade criar programas (ou scripts ?) para otimizar determinadas tarefas. Python é a linguagem utilizado no Blender.

Como eu gosto demais de usar o Blender, e de programar, estava decidido: iria voltar novamente os meus estudos ao Python.

Mas conversando com um amigo, que está se formando em Engenharia, ele me deu um insight com uma frase parecida com essa.

“O ideal seria você oferecer serviços para um(os) software(s) já estabelido na região…”

Isso me levou na idéia de oferecer este tipo de trabalho: personalizar, customizar!!!

O Autocad aceita ser otimizado via linguagem C++ através do ObjectARX.

Assim como o SolidWorks que tem o seu API.

Mas lendo alguns blogs e sites, você deve saber, além de C++, VBA. Resumindo, haverá muiiiita leitura pela frente.

Bom, para não ficar em cima do muro, já está no meu Wish List do Amazon 3 livros para começar a degustar este abacaxi que estou me metendo.

Lógico que eu irei comprar apenas um deles. Se eu comprasse dois, um eu venderia para o Renato, um professor de academia que conhece muito Java e quer aprender C++. ehheheh

E se eu não usar o C++ para o Autocad? Desistir da idéia, etc.

Não tem problema, é um conhecimento há mais saber uma das linguagem mais canivetes suíços que exite.

Posso usar por exemplo no Unity3D, ao fazer jogos através de personagens e ambientes modelados no Blender.

Mas por enquanto, ainda estou batendo bola com a idéia.

Vou conversar com o oráculo sobre isso.

Cl for C++, baby.

73 55