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Barefoot. Post resposta há alguns emails…

Tudo bem com vocês?

Fazem vários meses que não escrevo. Mas escrever para mim é que nem fotografia, não é algo mecânico; ele envolve sentimentos.

Você pode criar o hábito de escrever todos os dias a ponto de escrever bem, com sentimentos, com contexto que flui e de maneira mecânica, mas eu não cheguei neste patamar de skill. Posso citar como exemplo Cory Doctorow que está entre os melhores escritores da atualidade que está neste degrau.

Me senti empolgado em escrever hoje devido a alguns emails que estou recebendo sobre o assunto de correr em barefoot. Assim farei um texto resposta para os intessados.

Hoje em dia estou correndo em barefoot?

Não.

Parei de correr não porque eu deixei de gostar da atividade, mas simplemente porque não estou tendo tempo. Desde de 2011 estou me dedicando há basicamente um esporte, então já fazem uns bons anos que tive que deixar a corrida de lado.

E que esporte é esse?

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Thinking in gravity…

Nos dias de hoje, as poucas vezes que eu desejei correr eu ainda uso minhas huaraches. Eu particularmente gosto, me faz bem, estou adaptado então me sinto seguro usando-as.

Para quem quer mudar fica por sua conta e risco, pois existe já algum material considerado na net explicando como fazer essa transição de um tênis convencional para um pedaço de borracha minimalista.

Há alguns anos alguém achou que correr em barefoot poderia milagrosamente evitar lesões, mas a banda não toca assim, então entrou com processo contra a Vibram Five Finger o que gerou uma bola de neve esta história. Detalhes aqui.

Você não vai querer correr 10Km já no primeiro dia usando uma sandália, não é?! Se fizer isso simplesmente você irá se arrebentar.

Resumindo, se você quiser mudar então mude de forma inteligente e de maneira sábia e não quero ser acusado de nada pois não estou prometendo milagres. Ninguém promete. Apenas relato, assim como os outros, como isso funcionou para mim e para eles. Ponto.

Minhas primeiras sandálias foram as Lunas Sandals (procura no Google). Afirmo que elas são bem legais mas,  temos alguns problemas.

Primeiro, quando eu comprei elas na época o dolar estava abaixo de 2 reais, então eu cheguei a importar elas direntamente com a Luna e outras vezes eu mandei para casa de algumas pessoas que vinham para o Brasil (assim evitava frete, risco de tributação etc).

Agora ficou enviável. Não tem como comprar uma com este valor de dolar nos dias de hoje. Valor + usps + tributação = fudeu.

O segundo problema é que elas não duram tanto como eu esperava. Não posso falar dos modelos atuais, mas comigo o desgate foi até rápido.

Hoje, eu tenho uma huarache excelente feito por uma pessoa que mora em Minas e esta marca chamas-se Kobra.

http://www.kobra.co/2014/05/ola-meu-nome-e-genaro.html

Ela é totalmente feita sobre medida e você terá que tirar o contorno do seu pé em uma folha de papel e mandar para eles. As tiras delas são de paracord, menos confortável que as tiras elásticas dos Lunas. Bem mais bruto.

Mas se você está lendo até este parágrafo e está disposto para mudanças terá que se adaptar a isto para ter resultados diferentes.

O que eu tinha que escrever era isso. Eu estou apenas contando um pouco do meu relato pessoal. Pela net vocês encontraram narrativa de outras pessoas para se basear em sua escolha/felicidade.

Boa sorte para aqueles que quiserem se aventurar em algo diferente e obrigado.

Obrigado pois vocês fizeram-me escrever depois de alguns meses em meu blog, quem sabe isso não mude desta data em diante.

Espero que sim, pois aconteceram muitas coisas comigo.

 

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Pontos: fotografia, eng, modelador 3D e FEA user

Muitas vezes quando eu deixo de postar no meu blog são momentos de falta de inspiração.

Pode ser um post mais técnico do que artístico; eu preciso estar no clima.

Inspirado e motivado.

Vamos há alguns recortes atuais da minha vida profissional (espero ser rápido):

– Fotos

Estou fazendo com menos frequência, mas quando tem algum evento, entro em ação. Consigo peneirar, de umas 30 fotos, uma ou duas que me interessa(m). Minha produção nunca é grande, mas nos dias de hoje ela caiu ainda mais.

O porque desta minha queda tem algumas explicações: olhar mais criterioso, aborrecimento com um fato aqui e ali fazendo o seu prazer ficar salgado etc.

Não importa. Estou sendo produtivo no meu tempo e não pretendo parar.

Já pensei em fazer um movimento muito ousado, em sair do mundo das DSLR e cair novamente para um Point and Shoot.

Mas afirmo que não seria uma simples Point and Shoot. Os modelos que eu acompanho tem as esp. que eu gosto.

Eu continuaria um sniper com elas.

– Modelador e Simulador

O meu trabalho de modelador 3D e usuário de programa FEA (finite element analysis) não é para qualquer um. Principalmente para mim que uso 4 softwares para conseguir atingir o que quero.

Blender, Geomagic, SolidWorks e o ANSYS.

Para gerar o modelo 3D  não vejo problemas, é trabalhoso mas eu sei o que eu tenho que fazer.

Mas para obter os resultados de simulações de esforços, meu amigo, ai entra um trabalho herculano de achar um workflow que funciona.

Ao modelar eu uso sempre STL, mas para simular eu preciso transformar o modelo em extenção IGES.

Essa bunch de importação e exportação do Geomagic+Solidworks em IGES estava dando problemas no ANSYS. Mas acho que agora eu encontrei o caminho.

Olha, eu poderia fazer um post disso, mas teria que ser em vídeo. Escrito e com várias fotos de screen seria bem trabalhoso.

O ideal seria um programa que faz tudo (tipo o Mimics) que modela e já faz a simulação de esforços. Mas não esta nos planos do laboratório que faço parte a sua compra. Eu tenho que me virar com os programas que estão disponíveis no lab.

Lembrando que os programas isoladamente são ótimos, mas quando exige uma “conversa” entre eles…uhh

– NX9

O laboratório congitou a compra de um nome poderoso e eu tive o prazer de conhecer e testá-lo. Unigraphics NX9.

Se você é um modelador 3D mecânico de longa data, eu não preciso falar que ele está no mesmo panteão do Catia e SolidEdge.

Irei usá-lo mais, pois se houver alguma ferramenta nele que me seja útil, já saco e atiro com ela.

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Ao meu amigo professor

ingles

Sou um cara de sorte pois posso falar que tenho vários amigos, e um deles é o Juliano, meu professor de inglês de longa data.

Juliano é um cara que possui vários poderes. Estes poderes não iram se destacar no meio da multidão. Estes poderes são demonstrados com toda sua elegância com as pessoas que ele convive.

Ele é simples, eficiente no seu trabalho, calmo como um shinobi e tem experiência didática que um bom professor precisa ter.

Ele começou a trilhar outros caminhos neste exato momento e pediu uma ajuda. Eu já conheço ele há um bom tempo e sei que chegará lá.

Juliano não está me pagando para colocar seu cartão em meu blog pois estou lhe dando isto como um presente.

O que estou ganhando vai além de pagamento.

Ajudá-lo aquece meu coração, meu espírito e me traz alegria.

O que estou escrevendo não tem nada de novo para aquele que tem um amigo

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Generator – respingos de 2013

Pois é.

Minha vida mudou em 2013, parece que tudo teve que vir abaixo para erguer novos alicerces.

Não entrarei em detalhes do que aconteceu, pois ainda pretendo fazer um post especial sobre isso. Foi terrível e ainda estou tendo que lidar com os respingos da situação.

Depois de mais de 10 anos voltei para Unicamp novamente para área de pesquisas.

Houveram coisas muito proveitosas em trabalhar na área privada, mas houveram momentos onde nunca passei tanto ódio em minha vida. Assédio moral, idiotas que não mereciam cargos superiores…enfim, os ingredientes que TODOS vocês conhecem.

Mas no final de 2013 algo mudou, uma pessoa me chamou na Unicamp. Me ofereceu um serviço, uma meta, um estudo e um horizonte.

Serei superficial novamente mas resumindo; terei que ajudar na parte de pesquisas, em um laboratório de prototipagem 3D, a fazer próteses humanas e alguns equipamentos mecânicos.

Consequência disto foi sobrecarga de informação para ler, relembrar e aprender.

– Cálculo

– Resistências dos materiais

– Mecânica dos fluídos

– Invesalius

– Geomagic Studio + Blender 3D

– Ansys

– Simulação no Solidworks

– Projetos pessoais

  • Cálculo

A matemática básica do engenheiro. Literalmente o ítem número 1 da lista para avançar em outros terrenos.

Resolvi revê-la.

A intenção não é fazer exercícios de matemática. As fórmulas estão prontas para eu obter meus resultado. Mas eu quero entender o que está na minha frente com este gigante como background

Desta vez estou reaprendendo de maneira mais eficaz do que livros a moda antiga, e está sendo feito através do Khan Academy.

  • Resistência dos materiais

Haverá simulação mecânica de esforços e impacto, e para não chegar perdido neste terreno lá estou revendo este conteúdo.

  • Mecânica dos fluídos

Algumas próteses e protótipos deveram ser validados em simulação de fluidodinâmica.

Ainda não comecei a ler nada por pura falta de tempo, mas essa é umas das matérias que mais me assustou no passado.

Quem usou o livro de Fenômenos de Transportes do Bird alguma vez na vida, sabe do que eu estou falando.

  • Invesalius

Primeiro armamento novo que tive que aprender a usar quando necessito fazer uma prótese em uma pessoa.

O resultados de tomografia e ressonância magnética são transformados em visualização 3D neste software.

Em seguida exporto em STL a região óssea deseja para criar, em outro software, a prótese necessária.

Resumindo, Invesalius é apenas um visualizador e exportador de STL para mim.

  • Geomagic Studio + Blender

Geomagic Studio, um dos melhores softwares de reengenharia que existe.

O Studio recebe meu STL by Invesalius e a partir dai começa todo o trabalho.

Existe umas ferramentas no Studio muito bacana, principamente na parte de criar faces, mas há alguns momentos que eu acho ele bem travadão. Tem comandos que não tem shortcuts, poucas possibilidades de customização da interface, mas nada que eu não possa me acostumar.

Há etapas onde minha prótese é enviada para o Blender (novamente em STL) para fazer alguns acabamentos e acertos de maneira mais orgânica. Sinto mais segurança fazendo isso no Blender.

Então fica neste bate bola entre Blender e o Geo.

Um problema que estou enfrentando no momento: operações booleanas. Tanto no Blender como no Geo Studio o produto final é muito imprevisível.

Algumas vezes os resultados ficam um desastre.

Por causa disso, ainda procurando achar um workflow confiável.

  • Ansys

O mais famoso, antigo e complexo software de simulação FEA (análise de elementos finitos).

Dispensa apresentações . Terei que aprendê-lo.

É o Ansys que justifica minha leitura de mecânica dos fluídos e resistência dos materiais.

Go ahead punk !

  • Simulação no Solidworks

Mais trabalho; verificar as possibilidades de utilizar a ferramenta de simulação do Solidworks.

Nunca usei este recurso e terei que aprender.

Simulação no Solid não tem a força do Ansys, mas deve quebrar algum galho aqui e ali.

  • Projetos pessoais

Tenho uma vida que é fora de tudo isso ai.

Gosto de correr, fazer Crossfit e principamente modelar meus projetos partículares.

No momento estou trabalhando no novo episódio do Robopiu (esp 003).

A parte de animação está demorando porque…demora mesmo. Mas quase sempre reservo 1 a 2 horas por dia para trabalhar no meu robô.

Estou aprendendo, através de um livro, como desenhar a mão livre. Acho esta arte magnífica e fico admirado quem tem esta habilidade.

Este desejo também foi nutrido pois li muito HQ no passado. O tiquinho de tempo que sobra lá estou eu com papel em branco e lápis na mão.

Nada há acrescentar neste final de texto. A única coisa que eu posso falar é que para tudo tem uma justificativa.

Não gosto de ocultismo pois trabalho de maneira mais lógica, mas em alguns momentos esta é a frase que me vem a cabeça.

Eu estou cansado.

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Daredevil e Objective C: livros novos

Acabaram de chegar hoje do Amazon.

Sobre Objective  C, só posso falar o seguinte: haverá leitura do livro, haverá ação e haverá produção de conteúdo.

Sobre o Demônio-Ousado:

Leio desde o final de 80 e esta história, em particular, é muito especial para mim. Resolvi me presentear comprando a versão gringa encardenada de luxo.

A minha primeira versão eu comprei em 1990

Ainda farei um post analisando esta obra prima do Demolidor. É excelente e atormentado e Frank Miller deve ter feito muitos pecados quando escreveu ela.

Cl for Seven, baby.

73’s

 

ps: A iluminação ficou um lixo ao tirar estas fotos. Fail Valinhos.

Fatores não admitidos: 3 passos para frente e dois para trás

Para quem não sabe eu trabalho em um escritório de projetos.

No começo do ano para cá começou a ocorrer uma avalanche de solicitações de serviços acima do normal. Todos estes serviços foram abraçados e o resultado foram deadlines estourados e qualidade de desenhos que ficaram abaixo da média.

A relação com os clientes não terminou de maneira saudável.

Em minha opinião foram os seguintes fatores que levaram a sirene de “algo está muito errado” a ser acionada.

  • desenhistas ruins
  • prazos surreais
  • clientes ruins ao passar informações: ou falta de informação ou informação importante que é enviada tarde demais, alterando todo o projeto que estava quase acabando. Isso mata.

Eu posso afirmar: eu havia levantado a bandeira de help a muito tempo.

Apenas quando o efeito boomerangue chegou até a gente e em alguns projetos a chefia começou a gerenciar pessoalmente alguns desenhistas terceiros, as marcas ficaram na pele da diretoria e houveram anúncios de mudanças.

E as mudanças foram:

  • dois colegas chaves: um gerenciador de cargas (vendo a quantidade de trabalho de cada um dos desenhistas) e um coordenador de projetos mais direcionado a sua área.
  • controle de horas

O mais significativo para mim foi o Coordenador de Projetos mais efetivo.

O que estava acontecendo era que este meu amigo é um excelente projetista. Ao se deparar com desenhos ruins, ou serviços que não saiam, ele deixava de lado seu cargo de coordenador e punha a mão na massa para resolver.

Ele que modelava, desenhava, revisava em alguns momentos em que eu estava entupido de serviço. Agora acabou, ele ficará exclusivamente destinado apenas passar serviços, buscar informações com os cliente etc. Em casos extremos ele irá na casa do desenhista terceiro buscar o desenho que ainda não ficou pronto.

Mas isso para mim não responde ainda algumas perguntas do tipo: Como entregar um desenho de qualidade, no prazo, com recursos escasso de mão de obra?

Lembrando que escasso seria mal desenhistas ou bons desenhistas em número bem pequeno para o tamanho do projeto.

Quando eu encontrar esta fórmula irei engarrafar e vender.

Dou bastante atenção na questão do prazo de entrega. O escritório que trabalho não está sozinho nesta, cansei de escutar amigos que trabalham em outros lugares falando que prazos sempre são adiados.

Isso me leva a dar carimbo de autenticidade para o livro que estou lendo que é o Reworks. O autor comenta que não adianta fazer planejamentos de longo prazo, a situação é dinâmica no meio do caminho e tudo muda.

O que existe são palpites. Palpite de quando ficará pronto, quando será revisado, quando será entregue e por ai vai. Soa estranho mas soa mais real world.

Concordo. Cansei de ver trabalhos que soavam fáceis e ficaram com tonalidades gigantes no final.

Agora os meus pontos de vista:

Uma saída para esta situação seria a dupla prazos de entrega mais humano e ter desenhistas bons ao lado. Não precisa ser todos, mas a maioria.

Aquele desenhista que resolve o seu problema e não que crie mais problemas.

Mas desenhistas bons são absolvidos por empresas que oferecem mais recursos. Ai entramos em outra área que dá para gerar outro post.

Quanto aos prazos, estou desistindo. Não adianta, cansei de falar. Lógico que não haverá mudanças em relação a isso. Sempre haverá submissão a prazos dos clientes.

Já cansei de ouvir que fora do Brasil as coisas são diferentes. Alguém pode desmentir para mim?

Outra saída, que tentei estudar, seria modelar o estudo básico no SolidWorks e gerar, através dele, as peças de detalhamento em DWG.

Seria o caminho inverso do 2D para o 3D. Mas estou enfrentando algumas limitações técnicas em relação a isso. Parece que eu preciso estudar C++ para criar aplicativos no Solid que realize esta necessidade.

No fundo esta a é minha solução utópica: criar algo que não dependesse tanto do fator humano, mas uma ferramenta que ajude você a eliminar um monte de etapas e variáveis que levem ao erro.

Como eu queria ser software developer para realizar isso.

Fico feliz que a chefia tenha gritado e reunido o pessoal. Não que eu esteja de acordo com todas as soluções tomadas, na verdade sinto falta de mais soluções.

Houveram pontos que não foram mencionados nestas mudanças.

Mas da maneira como estava, não tinha mais como piorar.

Na verdade sempre tem como piorar. Sempre.

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DraftSight: estou precisando produzir mais

Já fazem dois meses que o Draft é meu cad principal, tanto no meu desk como no laptop.

Tirando uma vez em que ele deu perda total em um dos meus desenhos, estou tranquilo para desenhar com este software, mas estou sentindo problemas em termos de produtividade.

Tenho alguns autolisps que ajudam no meu trabalho e de uns tempos para cá estão aparecendo serviços com carga alta e com prazos de entrega que não condiz com a realidade. Isto está me forçando a rever se devo continuar a usá-lo ou não.

Existem outros pontos que continuam me incomodando

-Revcloud – Não existe e como revisor eu uso bastante. Se existe este comando deve ter outro nome que eu não sei.

– Autocomplementação – Como isso me faz falta. Há momentos que não lembro como escrever um comando extenso e tenho que apelar para meus colegas, que tem Autocad, acionar o comando na minha frente para ver como se escreve. Ridículo.

– Cadastro no site Dassault Systèmes – Essa foi duro. Nas primeiras versões do Draft havia me cadastrado na comunidade da Dassault. Sei lá, para acompanhar as novidades, ver tutos, etc. Ao instalar a nova versão, eu tentei ver suas melhorias no site do DraftSight mas não consegui entrar. Pedi solicitação de uma nova senha, não funcionou, tentei mais uma vez e nada, mandei um twitter para a Dassault e não me derão nem atenção.

A proposta do Draft é essa: não tenho como exigir nada. Ou me adapto ou caio fora.

Infelizmente para esta realidade que estou vivendo terei que pedir para sair.

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Barefoot: até que resistiu bem meu primeira Luna

Ai está a foto do que aconteceu com o meu primeiro Luna Sandals ontem.

Não lembro exatamente quando foi que eu comprei ele, mas revendo alguns posts aqui no For Seven, acredito que foi perto do final do ano passado.

Como ele chegou neste estado? Gastando ele.

Ontem a tarde eu saí para dar uma corrida. Acho que faltando uns 2Km para chegar na minha casa o laço, desgastado, escapou da sola. Parei de correr, um cara que estava na calçada passou por mim me encarando, retirei a sandália (huarache) com problemas, retirei a outra e voltei para casa descalço.

Retornei com as sandálias embaixo do braço e prestando atenção onde eu estava pisando. Literalmente fiz minha marcha de volta 100% barefoot.

Enquanto andava comecei a pensar em várias situação na minha vida que gostaria de mudar, e pensando também no meu irmão. Parece piada mas fiquei na expectativa de receber algum recado ou um insight enquanto eu fazia minha caminhada naquela situação, que para muitos, era miserável.

Mas nada. A única coisa que o meu cérebro falava era para prestar atenção onde eu estava pisando.

Em uma rua, perto da minha casa, existe um aclive de 300 metros e nela quase não existem calçadas. Fui obrigado a andar no meio da rua onde existem bastante pedras e cacos de vidros. Nesta hora foi tenso e ridículo.

Cheguei em casa e já fui direto para banheiro. As solas dos meus pés estavam pretas e não quis desta vez compartilhar com vocês o cascão que ficou com uma foto.

Desde que eu comprei este Luna deixei de lado as corridas com os Vibrans e passei inteiramente a correr com estas sandálias. Vibrans estão destinados para serem usados no dia a dia e fazer meus treinos de Crossfit.

Sou apaixonado pelos Lunas e acho muito gostoso correr com eles. Até que duraram bastante pois treino pelo menos 3 vezes por semana em corridas com médias de 40 minutos. Para minha sorte eu havia comprado outro par no começo do ano.

Este entrará na batalha neste começo de semana.

A lição disto tudo é que ainda preciso de algo entre meus pés e o chão. Mesmo que seja minimalísta ainda estou longe de ser totalmente um barefoot runner.

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Novamente aprendendo

O que estou fazendo agora? Por que não posto mais trabalhos em 3D?

Simples, porque estou criando experiência em aprendendo novos truques. Estou focado em animação neste exato momento.

Agora não posso divulgar este projeto, mas quando eu finalizar, e o trabalho for divulgado, jogarei em meu portfolio.

Posso estar sumido daqui, mas estou de cabeça trabalhando com o Blender em background.

Paciência, serão poucos meses que poderam gerar algo que todos saiam vitoriosos: eu, a pessoa que solicitou meu serviço, vocês etc.

Tudo é uma questão de sincronizar cada dente da engrenagem.

Enquanto isso vão curtindo meus posts de fotografia.

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Solidworks : array + shell versus array + combine + shell

A sensação de vitória é boa.

Principalmente quando você está em um terreno onde faltam horas de experiências para sentir segurança.

Vou contar uma história que ocorreu há algumas semanas.

Há uns dois meses atrás, fui solicitado para uma tarefa a ser realizada no Solidworks.

Solidworks. Famoso, todos os modeladores da área de mecânica o conhecem, importante, tem um pai famoso (Dassault) etc, mas era o software que tenho menos tempo de uso.

De imediato pensei que fosse um serviço simples, mas ao desenvolver o projeto e começar a atender os comentários, a situação começou a ficar sério e severo como um tornado classe F3.

Ainda não tenho permissão de divulgar o serviço, mas resolvi colocar um exemplo simples, como mostrado acima, para comentar o que eu passei.

Vamos lá: O cliente solicitou um modelo parecido com um misturador, desta forma eu gerei um modelo base como mostrado na primeira figura acima.

Com o modelo base pronto, era só criar uma revolução (array) gerando 5 elementos em 360 graus.

Tomem ai a figura para ilustrar o que estou falando.

Além de fazer este array, também precisava mandar um shell (casca) para transformar esta estrutura em uma rede de tubos.

Imaginem que irá passar whatever fluído qualquer através deste modelo.

Está fácil até agora, vamos para os problemas logo:

  • ao mandar o array, utilizei a opção de selecionar recursos como padrão. O Solid começou a enviar aquelas mensagens que havia um erro e não era possível finalizar o procedimento.
    Olha, algumas mensagens do Solid não ajudam em nada (ou sou muito ruim em interpretar texto). Mas em uma parte da mensagem, ele fala para utilizar o recurso usando a opção de selecionar corpos como padrão.
    Deu certo mas  não dá maneira que eu queria.

  • Revolução gerada, agora precisava realizar o shell (casca).
    Como foi gerado uma revolução de corpos como padrão (5 vezes) eu precisava criar 5 shells.
    Você ai expert em Soliworks, que já visualizou de cara o meu erro, não ria. Estou aprendendo.

  • Chegamos no olho do tornado.
    Comecei a conferir meus tubos usando o feature vista de sessão (como detesto o Solid em português. Traduzido fica muito estranho) e vejo que na interferência entre os sólidos, o caminho interno não foi gerado pelo shell.
    Literalmente a passagem estava bloqueada.

O resultado disso foram dois dias quebrando minha cabeça em como resolver esta situação.

Refiz este trabalho umas 3 vezes, tentei caçar algum tutorial no Youtube, ou na net, e nada. Até comecei a refazer o modelo usando superfícies ao invés de sólidos. Não sabia mais para onde procurar e não tinha algum amigo que tivesse conhecimento a fundo para me socorrer.

Ao começar a correr mais a fundo os menus do Solid, descobri um recurso que trouxe-me a luz.

Operações booleanas, essa é a chave, e o nome do salvador é o COMBINE.

O recurso combine faz com que os corpos selecionado se tornem um (como o Join do Blender ou o Union do Autocad).

Através dele eu consegui finalizar a minha peça, tendo como resultado final, na árvore do modelo, a figura a seguir.

Ho ho ho, epic win.

A lógica da árvore é bem clara; array depois combinar/fundir todos os sólidos e finalizar com apenas um único shell.

Limpo, preciso e matador.

Houveram momentos onde comecei a duvidar de mim, corri atrás de uma luz mas não vinha a informação que eu precisa.

Experiência é tudo pois mesmo você sabendo todos os recursos, só o tempo mesmo para você visualizar a lógica certa para gerar o seu modelo.

Acreditem nas minhas palavras: o modelo real era bem mais complexo do que este utilizado para o post.

Não sou infalível. Houveram momentos em que eu tive que me ajoelhar.

Mas neste caso eu me senti o Derrick Rose do Solidworks.

Cl for Seven

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