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Praxe

Novamente estou tendo descuido com meu blog.

Estou atravessando diversas mudanças.

Não estou modelando tanto de maneira artística e não sei se compensa ainda postar minhas fotos aqui.

Quanto as fotos não se preocupem, elas estão sendo publicadas na rede mas em outras fontes de conteúdo como meu Flickr (local oficial há alguns anos) e no meu Instagram.

A questão que roda minha cabeça é: não sei como tratar meu blog. Gosto de escrever mas não tenho tanto conteúdo para escrever com certa frequência.

O que eu mais noto segundo as estatísticas do WordPress é que o conteúdo artístico e técnico é o que mais chama visitas, mas não estou fazendo nem um nem outro atualmente.

Tudo que eu sei de experiência em modelagem 3D estão sendo/foram utilizados de maneira profissional, área de pesquisas, no meu último e atual trabalho.

 

Pensarei sobre estes pontos e quero voltar a ativar o quanto antes.

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Generator – respingos de 2013

Pois é.

Minha vida mudou em 2013, parece que tudo teve que vir abaixo para erguer novos alicerces.

Não entrarei em detalhes do que aconteceu, pois ainda pretendo fazer um post especial sobre isso. Foi terrível e ainda estou tendo que lidar com os respingos da situação.

Depois de mais de 10 anos voltei para Unicamp novamente para área de pesquisas.

Houveram coisas muito proveitosas em trabalhar na área privada, mas houveram momentos onde nunca passei tanto ódio em minha vida. Assédio moral, idiotas que não mereciam cargos superiores…enfim, os ingredientes que TODOS vocês conhecem.

Mas no final de 2013 algo mudou, uma pessoa me chamou na Unicamp. Me ofereceu um serviço, uma meta, um estudo e um horizonte.

Serei superficial novamente mas resumindo; terei que ajudar na parte de pesquisas, em um laboratório de prototipagem 3D, a fazer próteses humanas e alguns equipamentos mecânicos.

Consequência disto foi sobrecarga de informação para ler, relembrar e aprender.

– Cálculo

– Resistências dos materiais

– Mecânica dos fluídos

– Invesalius

– Geomagic Studio + Blender 3D

– Ansys

– Simulação no Solidworks

– Projetos pessoais

  • Cálculo

A matemática básica do engenheiro. Literalmente o ítem número 1 da lista para avançar em outros terrenos.

Resolvi revê-la.

A intenção não é fazer exercícios de matemática. As fórmulas estão prontas para eu obter meus resultado. Mas eu quero entender o que está na minha frente com este gigante como background

Desta vez estou reaprendendo de maneira mais eficaz do que livros a moda antiga, e está sendo feito através do Khan Academy.

  • Resistência dos materiais

Haverá simulação mecânica de esforços e impacto, e para não chegar perdido neste terreno lá estou revendo este conteúdo.

  • Mecânica dos fluídos

Algumas próteses e protótipos deveram ser validados em simulação de fluidodinâmica.

Ainda não comecei a ler nada por pura falta de tempo, mas essa é umas das matérias que mais me assustou no passado.

Quem usou o livro de Fenômenos de Transportes do Bird alguma vez na vida, sabe do que eu estou falando.

  • Invesalius

Primeiro armamento novo que tive que aprender a usar quando necessito fazer uma prótese em uma pessoa.

O resultados de tomografia e ressonância magnética são transformados em visualização 3D neste software.

Em seguida exporto em STL a região óssea deseja para criar, em outro software, a prótese necessária.

Resumindo, Invesalius é apenas um visualizador e exportador de STL para mim.

  • Geomagic Studio + Blender

Geomagic Studio, um dos melhores softwares de reengenharia que existe.

O Studio recebe meu STL by Invesalius e a partir dai começa todo o trabalho.

Existe umas ferramentas no Studio muito bacana, principamente na parte de criar faces, mas há alguns momentos que eu acho ele bem travadão. Tem comandos que não tem shortcuts, poucas possibilidades de customização da interface, mas nada que eu não possa me acostumar.

Há etapas onde minha prótese é enviada para o Blender (novamente em STL) para fazer alguns acabamentos e acertos de maneira mais orgânica. Sinto mais segurança fazendo isso no Blender.

Então fica neste bate bola entre Blender e o Geo.

Um problema que estou enfrentando no momento: operações booleanas. Tanto no Blender como no Geo Studio o produto final é muito imprevisível.

Algumas vezes os resultados ficam um desastre.

Por causa disso, ainda procurando achar um workflow confiável.

  • Ansys

O mais famoso, antigo e complexo software de simulação FEA (análise de elementos finitos).

Dispensa apresentações . Terei que aprendê-lo.

É o Ansys que justifica minha leitura de mecânica dos fluídos e resistência dos materiais.

Go ahead punk !

  • Simulação no Solidworks

Mais trabalho; verificar as possibilidades de utilizar a ferramenta de simulação do Solidworks.

Nunca usei este recurso e terei que aprender.

Simulação no Solid não tem a força do Ansys, mas deve quebrar algum galho aqui e ali.

  • Projetos pessoais

Tenho uma vida que é fora de tudo isso ai.

Gosto de correr, fazer Crossfit e principamente modelar meus projetos partículares.

No momento estou trabalhando no novo episódio do Robopiu (esp 003).

A parte de animação está demorando porque…demora mesmo. Mas quase sempre reservo 1 a 2 horas por dia para trabalhar no meu robô.

Estou aprendendo, através de um livro, como desenhar a mão livre. Acho esta arte magnífica e fico admirado quem tem esta habilidade.

Este desejo também foi nutrido pois li muito HQ no passado. O tiquinho de tempo que sobra lá estou eu com papel em branco e lápis na mão.

Nada há acrescentar neste final de texto. A única coisa que eu posso falar é que para tudo tem uma justificativa.

Não gosto de ocultismo pois trabalho de maneira mais lógica, mas em alguns momentos esta é a frase que me vem a cabeça.

Eu estou cansado.

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Island horror – Extenal Humans

island horror final

Litoral Sul do Brasil. 18:02 h.

Nada foi previsto ou declarado.

Mas em questões de poucas horas “eles” apareceram e mostraram a todos que sempre haverá um fato novo para ser vivido.

Independente se ele será maravilhoso, ou um pesadelo de olhos abertos.

Surgirão novas aparições dos Extenals, mas ainda não defini o outro player para bater de frente com eles:

Um herói.

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Edit: para confeccionar a ilha eu me baseei em dois tutorias:

David Ward

http://cgcookie.com/blender/2012/05/07/creating-an-island-environment-in-blender-2-6-part-01/

O problema é que o David usou render interno clássico do Blender, e eu mudei para o Cycles. Ai as coisas pegaram para acertar a cor do mar.

Nem mesmo a técnica do Andrew Prices deu certo.

Entao usei um tuto do Jonathan Williamson para sanar algumas dúvidas no material do oceano.

http://cgcookie.com/blender/2011/11/15/creating-an-ocean-scene-with-oceansim-and-cycles/

Taking care of my fellow – External Humans

corredor espacial extenal

corredor espacial extenal 2

corredor espacial external 4

Utilizando um tutorial de um dos meus gurus do Blender (Andrew Price) criei mais uma cena para os meus Extenal Humans.

Eu interpretaria a cena como uma baixa ao tentarem atacar a cidade de Valinhos (mostrado em um dos meus posts), ou como a preparação de envio de mais uma entidade.

Perguntas aqui: Se é uma baixa, quem é o herói? Eles são verdadeiramente uma ameaça?

making of corridor extenal

Demorou para renderizar. Cycles deixa mais realístico as cenas, mas se você não tiver uma placa de vídeo forte, irá penar.

Nestas 3 cenas eu deixava a máquina a noite renderizando. Umas duas vezes aconteceu de notar que faltava um detalhe aqui ou ali no trabalho final.

Lá ia eu novamente consertar a cena e botar o PC trabalhando a noite, com o cooler assoviando no meu ouvido enquanto eu dormia.

Cycles ainda é inviável, para mim, fazer animações. Serve para trabalhos com apenas um shot.

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Valinhos , get on your KNEES !!! – External Humans

Depois de um jejum de trabalhos no Blender aqui no blog, ai está minha última criação de uma situação extrema.

Se Valinhos, em alguns momentos, não consegue lidar com situações básicas, como alguns buracos em uma rua perto da minha casa, entrará em colapso com aparições de entidades superiores.

Ajoelhar e orar não adiantará.

É preciso uma resposta em um nível equivalente a ameaça.

Forte como uma bomba. Capaz e perigoso como um herói.

Próximo post (tirando os de fotografia) será o making of desta modelagem.

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Fatores não admitidos: 3 passos para frente e dois para trás

Para quem não sabe eu trabalho em um escritório de projetos.

No começo do ano para cá começou a ocorrer uma avalanche de solicitações de serviços acima do normal. Todos estes serviços foram abraçados e o resultado foram deadlines estourados e qualidade de desenhos que ficaram abaixo da média.

A relação com os clientes não terminou de maneira saudável.

Em minha opinião foram os seguintes fatores que levaram a sirene de “algo está muito errado” a ser acionada.

  • desenhistas ruins
  • prazos surreais
  • clientes ruins ao passar informações: ou falta de informação ou informação importante que é enviada tarde demais, alterando todo o projeto que estava quase acabando. Isso mata.

Eu posso afirmar: eu havia levantado a bandeira de help a muito tempo.

Apenas quando o efeito boomerangue chegou até a gente e em alguns projetos a chefia começou a gerenciar pessoalmente alguns desenhistas terceiros, as marcas ficaram na pele da diretoria e houveram anúncios de mudanças.

E as mudanças foram:

  • dois colegas chaves: um gerenciador de cargas (vendo a quantidade de trabalho de cada um dos desenhistas) e um coordenador de projetos mais direcionado a sua área.
  • controle de horas

O mais significativo para mim foi o Coordenador de Projetos mais efetivo.

O que estava acontecendo era que este meu amigo é um excelente projetista. Ao se deparar com desenhos ruins, ou serviços que não saiam, ele deixava de lado seu cargo de coordenador e punha a mão na massa para resolver.

Ele que modelava, desenhava, revisava em alguns momentos em que eu estava entupido de serviço. Agora acabou, ele ficará exclusivamente destinado apenas passar serviços, buscar informações com os cliente etc. Em casos extremos ele irá na casa do desenhista terceiro buscar o desenho que ainda não ficou pronto.

Mas isso para mim não responde ainda algumas perguntas do tipo: Como entregar um desenho de qualidade, no prazo, com recursos escasso de mão de obra?

Lembrando que escasso seria mal desenhistas ou bons desenhistas em número bem pequeno para o tamanho do projeto.

Quando eu encontrar esta fórmula irei engarrafar e vender.

Dou bastante atenção na questão do prazo de entrega. O escritório que trabalho não está sozinho nesta, cansei de escutar amigos que trabalham em outros lugares falando que prazos sempre são adiados.

Isso me leva a dar carimbo de autenticidade para o livro que estou lendo que é o Reworks. O autor comenta que não adianta fazer planejamentos de longo prazo, a situação é dinâmica no meio do caminho e tudo muda.

O que existe são palpites. Palpite de quando ficará pronto, quando será revisado, quando será entregue e por ai vai. Soa estranho mas soa mais real world.

Concordo. Cansei de ver trabalhos que soavam fáceis e ficaram com tonalidades gigantes no final.

Agora os meus pontos de vista:

Uma saída para esta situação seria a dupla prazos de entrega mais humano e ter desenhistas bons ao lado. Não precisa ser todos, mas a maioria.

Aquele desenhista que resolve o seu problema e não que crie mais problemas.

Mas desenhistas bons são absolvidos por empresas que oferecem mais recursos. Ai entramos em outra área que dá para gerar outro post.

Quanto aos prazos, estou desistindo. Não adianta, cansei de falar. Lógico que não haverá mudanças em relação a isso. Sempre haverá submissão a prazos dos clientes.

Já cansei de ouvir que fora do Brasil as coisas são diferentes. Alguém pode desmentir para mim?

Outra saída, que tentei estudar, seria modelar o estudo básico no SolidWorks e gerar, através dele, as peças de detalhamento em DWG.

Seria o caminho inverso do 2D para o 3D. Mas estou enfrentando algumas limitações técnicas em relação a isso. Parece que eu preciso estudar C++ para criar aplicativos no Solid que realize esta necessidade.

No fundo esta a é minha solução utópica: criar algo que não dependesse tanto do fator humano, mas uma ferramenta que ajude você a eliminar um monte de etapas e variáveis que levem ao erro.

Como eu queria ser software developer para realizar isso.

Fico feliz que a chefia tenha gritado e reunido o pessoal. Não que eu esteja de acordo com todas as soluções tomadas, na verdade sinto falta de mais soluções.

Houveram pontos que não foram mencionados nestas mudanças.

Mas da maneira como estava, não tinha mais como piorar.

Na verdade sempre tem como piorar. Sempre.

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Solidworks : array + shell versus array + combine + shell

A sensação de vitória é boa.

Principalmente quando você está em um terreno onde faltam horas de experiências para sentir segurança.

Vou contar uma história que ocorreu há algumas semanas.

Há uns dois meses atrás, fui solicitado para uma tarefa a ser realizada no Solidworks.

Solidworks. Famoso, todos os modeladores da área de mecânica o conhecem, importante, tem um pai famoso (Dassault) etc, mas era o software que tenho menos tempo de uso.

De imediato pensei que fosse um serviço simples, mas ao desenvolver o projeto e começar a atender os comentários, a situação começou a ficar sério e severo como um tornado classe F3.

Ainda não tenho permissão de divulgar o serviço, mas resolvi colocar um exemplo simples, como mostrado acima, para comentar o que eu passei.

Vamos lá: O cliente solicitou um modelo parecido com um misturador, desta forma eu gerei um modelo base como mostrado na primeira figura acima.

Com o modelo base pronto, era só criar uma revolução (array) gerando 5 elementos em 360 graus.

Tomem ai a figura para ilustrar o que estou falando.

Além de fazer este array, também precisava mandar um shell (casca) para transformar esta estrutura em uma rede de tubos.

Imaginem que irá passar whatever fluído qualquer através deste modelo.

Está fácil até agora, vamos para os problemas logo:

  • ao mandar o array, utilizei a opção de selecionar recursos como padrão. O Solid começou a enviar aquelas mensagens que havia um erro e não era possível finalizar o procedimento.
    Olha, algumas mensagens do Solid não ajudam em nada (ou sou muito ruim em interpretar texto). Mas em uma parte da mensagem, ele fala para utilizar o recurso usando a opção de selecionar corpos como padrão.
    Deu certo mas  não dá maneira que eu queria.

  • Revolução gerada, agora precisava realizar o shell (casca).
    Como foi gerado uma revolução de corpos como padrão (5 vezes) eu precisava criar 5 shells.
    Você ai expert em Soliworks, que já visualizou de cara o meu erro, não ria. Estou aprendendo.

  • Chegamos no olho do tornado.
    Comecei a conferir meus tubos usando o feature vista de sessão (como detesto o Solid em português. Traduzido fica muito estranho) e vejo que na interferência entre os sólidos, o caminho interno não foi gerado pelo shell.
    Literalmente a passagem estava bloqueada.

O resultado disso foram dois dias quebrando minha cabeça em como resolver esta situação.

Refiz este trabalho umas 3 vezes, tentei caçar algum tutorial no Youtube, ou na net, e nada. Até comecei a refazer o modelo usando superfícies ao invés de sólidos. Não sabia mais para onde procurar e não tinha algum amigo que tivesse conhecimento a fundo para me socorrer.

Ao começar a correr mais a fundo os menus do Solid, descobri um recurso que trouxe-me a luz.

Operações booleanas, essa é a chave, e o nome do salvador é o COMBINE.

O recurso combine faz com que os corpos selecionado se tornem um (como o Join do Blender ou o Union do Autocad).

Através dele eu consegui finalizar a minha peça, tendo como resultado final, na árvore do modelo, a figura a seguir.

Ho ho ho, epic win.

A lógica da árvore é bem clara; array depois combinar/fundir todos os sólidos e finalizar com apenas um único shell.

Limpo, preciso e matador.

Houveram momentos onde comecei a duvidar de mim, corri atrás de uma luz mas não vinha a informação que eu precisa.

Experiência é tudo pois mesmo você sabendo todos os recursos, só o tempo mesmo para você visualizar a lógica certa para gerar o seu modelo.

Acreditem nas minhas palavras: o modelo real era bem mais complexo do que este utilizado para o post.

Não sou infalível. Houveram momentos em que eu tive que me ajoelhar.

Mas neste caso eu me senti o Derrick Rose do Solidworks.

Cl for Seven

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