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Barefoot. Post resposta há alguns emails…

Tudo bem com vocês?

Fazem vários meses que não escrevo. Mas escrever para mim é que nem fotografia, não é algo mecânico; ele envolve sentimentos.

Você pode criar o hábito de escrever todos os dias a ponto de escrever bem, com sentimentos, com contexto que flui e de maneira mecânica, mas eu não cheguei neste patamar de skill. Posso citar como exemplo Cory Doctorow que está entre os melhores escritores da atualidade que está neste degrau.

Me senti empolgado em escrever hoje devido a alguns emails que estou recebendo sobre o assunto de correr em barefoot. Assim farei um texto resposta para os intessados.

Hoje em dia estou correndo em barefoot?

Não.

Parei de correr não porque eu deixei de gostar da atividade, mas simplemente porque não estou tendo tempo. Desde de 2011 estou me dedicando há basicamente um esporte, então já fazem uns bons anos que tive que deixar a corrida de lado.

E que esporte é esse?

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Thinking in gravity…

Nos dias de hoje, as poucas vezes que eu desejei correr eu ainda uso minhas huaraches. Eu particularmente gosto, me faz bem, estou adaptado então me sinto seguro usando-as.

Para quem quer mudar fica por sua conta e risco, pois existe já algum material considerado na net explicando como fazer essa transição de um tênis convencional para um pedaço de borracha minimalista.

Há alguns anos alguém achou que correr em barefoot poderia milagrosamente evitar lesões, mas a banda não toca assim, então entrou com processo contra a Vibram Five Finger o que gerou uma bola de neve esta história. Detalhes aqui.

Você não vai querer correr 10Km já no primeiro dia usando uma sandália, não é?! Se fizer isso simplesmente você irá se arrebentar.

Resumindo, se você quiser mudar então mude de forma inteligente e de maneira sábia e não quero ser acusado de nada pois não estou prometendo milagres. Ninguém promete. Apenas relato, assim como os outros, como isso funcionou para mim e para eles. Ponto.

Minhas primeiras sandálias foram as Lunas Sandals (procura no Google). Afirmo que elas são bem legais mas,  temos alguns problemas.

Primeiro, quando eu comprei elas na época o dolar estava abaixo de 2 reais, então eu cheguei a importar elas direntamente com a Luna e outras vezes eu mandei para casa de algumas pessoas que vinham para o Brasil (assim evitava frete, risco de tributação etc).

Agora ficou enviável. Não tem como comprar uma com este valor de dolar nos dias de hoje. Valor + usps + tributação = fudeu.

O segundo problema é que elas não duram tanto como eu esperava. Não posso falar dos modelos atuais, mas comigo o desgate foi até rápido.

Hoje, eu tenho uma huarache excelente feito por uma pessoa que mora em Minas e esta marca chamas-se Kobra.

http://www.kobra.co/2014/05/ola-meu-nome-e-genaro.html

Ela é totalmente feita sobre medida e você terá que tirar o contorno do seu pé em uma folha de papel e mandar para eles. As tiras delas são de paracord, menos confortável que as tiras elásticas dos Lunas. Bem mais bruto.

Mas se você está lendo até este parágrafo e está disposto para mudanças terá que se adaptar a isto para ter resultados diferentes.

O que eu tinha que escrever era isso. Eu estou apenas contando um pouco do meu relato pessoal. Pela net vocês encontraram narrativa de outras pessoas para se basear em sua escolha/felicidade.

Boa sorte para aqueles que quiserem se aventurar em algo diferente e obrigado.

Obrigado pois vocês fizeram-me escrever depois de alguns meses em meu blog, quem sabe isso não mude desta data em diante.

Espero que sim, pois aconteceram muitas coisas comigo.

 

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Barefoot Movements – Primeiro Trimestre de 2012 – Corrida da Lua e Corrida Oba (Campinas)

Quase acabando o primeiro trimestre de 2012 e já participei de duas corridas de rua em Campinas.

O que eu posso falar sobre elas?

Pouca coisa (mentira, escrevo bastante), mas o barefoot foi aplicado em ambos os eventos, só que desta vez eu estava além dos meus Vibrams e da lógica de muitos.

Acompanhem.

Corrida da Lua – 10/03/2012

A primeira a ser enfrentada foi a Corrida da Lua (décima sexta edição), realizada em 10/03/2012 na praça Arautos da Paz (ao lado da Lagoa do Taquaral).

Foram 10 Km em que eu estava confiante que faria um bom tempo. E fiz.

Também foi o primeira evento oficial onde coloquei para correr o meus mais novo calçados  minimalista: Luna Sandals.

O que eu posso dizer sobre esta corrida? Não muita coisa (mentira de novo).

Mantive um ritmo forte (acho que acima dos 12Km/h) então foi cansativa. Sempre usando a técnica de correr no meio da rua para evitar sentir dores nos joelhos ou em outro lugar.

Nesta corrida o meu medo era sentir dores, ou qualquer outra coisa que prejudicasse meu desempenho. Senti alguma coisa no quilômetro 9, mas foi bem passageiro. Ainda bem.

Algo que eu devo ressaltar é que eu não faço estratégias ou planejamento de como eu devo me comportar durante o percurso. Não fico pensando onde eu devo apertar o ritmo ou diminuir. Eu simplesmente corro.

Se isto é errado ou não, ainda não sei responder.

Acho que eu choquei várias pessoas, pois fico imaginando elas vendo um cara correndo apenas de bermuda, uma viseira e uma sandália.

Falando em chocar, eu havia preparado um pouco de Chia dentro de um recipiente de água. Antes da corrida eu mandei para o peito.

Seguem os shots (algumas fotos são créditos da Sueli).

Kit pronto
Chegada ao local.
Colocando numeração e o chip na sandália
Ready!!! Agora é matar ou morrer.

Agradecimentos a minha namorada Sueli, que me levou a corrida e me recebeu sorrindo após meus 10Km.

Corrida Oba – 25/03/2012

Novamente a largada foi na praça Arautos da Paz, só que desta vez as variáveis foram apresentadas de maneira diferente.

  • O trajeto se extendia para a Avenida José de Souza Campos (Norte Sul para os chegados)
  • A largada foi às 8 a.m.
  • Foram apenas 8Km
  • Havia mais um player como barefoot runner neste evento, meu irmão

Trajeto novo nesta corrida, uma novidade pois sempre corri nestas festas dando voltas no Taquaral.

ahh, mesmo sendo 8 horas da manhã o sol iluminava forte na cabeça de todos, deixando o dia muito bonito.

Esta corrida também foi cansativa pois novamente fiz de maneira forte. Saímos do Taquaral, entramos na Norte Sul e seguimos na direção do centro de Campinas.

O meu medo havia mudado de lado como uma bola de tênis, desta vez foi em relação ao meu condicionamento.

A situação nestes primeiro quilometros era de mediano para um pouco desconfortável, mas não diminui o ritmo. A sensação que eu recebia parecia que eu não estava condicionado, ou meus sentidos estava me enganando como um trapaceiro.

Talvez estivesse SIM condicionado, mas queria ir além.

Nos quilometro 2~4 comecei a sentir fome. Tinha acordado às 5 da manhã e havia comido uma banana e tomado novamente a bebida dos Tarahumaras (Chia). Novamente era aquelas sensações momentânea que passam logo.

Estava mais seguro em relação a não sentir dores, estava confiante, mas com raiva de não estar correndo mais rápido.

Meu Luna Sandals novamente fez o seu serviço de maneira maravilhosa. Foi meu feature necessário para esta corrida.

O retorno foi na região do prédio do Ministério do Trabalho. Lá estava eu com meu GPS interno mirado para o Taquaral.

Ao chegar na subida, após o Correio Popular, a situção chegou no pico para alguns corredores. Parecia um campo minado, pois via um, dois, três etc.. runners sendo literalmente alvejados pelo aclive.

Está ai a vantagem de se correr nas ruas de Valinhos, ele não te deixa mais rápido nas subidas, mas sim preparado para aguentar os golpes de um ariete no uphill.

Eu não podia aumentar o meu ódio ao correr na subida e apertar o passo, sabia por experiência que a resposta pelo afronte seria dada ao meu corpo como um trem de carga.

Existem pessoas que fogem desta razão, que fazem uma situação difícil como esta parecerem fácil. Ainda não sou uma delas.

Vamos as fotos (algumas são créditos da Giselle Goi).

Eu e o Gustavo chegando ao local
Luna Sandals
O evento em si
Completamente out do padrão eheheh
Essa foi engraçado. Meu irmão fazendo os 8K fotografando e filmando. Isso só me estimula a comprar uma GO-PRO. ahh, ele estava com seu VIbram. Foto: Rui Randi
Final de corrida, uma medalha e uma banana,hehe. Destaque na minha camiseta de CROSSFIT (com orgulho)
Fui bem...

A Corrida Oba está de parabéns, não só pelo kit fornecido aos corredores, mas a recepção no término foi inédito para mim. Nunca vi tanto tipo de frutas (além das clássicas maçã e banana tinha pêra, melância, uva, melão, açaí, água de coco…estava animal).

Agradecimentos especiais ao Gustavo e Giselle Goi pela carona na Corrida Oba.

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Vou dar uma descansada nestes dias em relação aos eventos de corridas, depois daqui a um ou dois meses eu volto.

Pena que o meu irmão não editou os vídeos dele correndo e tentando conversar com minha cunhada durante as pernadas. Ficou muito engraçado.

Verei uma GO-PRO futuramente, pois correr segurando uma câmera digital deve ser um saco.

Para terminar a melhor frase (no Oba) foi de um amigo professor de academia (Andrey da Runner Valinhos):

“Tinha um maluco com uma cara de louco e usava um Vibram igual o seu. É o seu irmão?”

Sim, é ele.

Cl For Seven, Baby

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Correndo como um ser humano, Luna Sandals – Barefoot Running

Meu irmão, correndo com meu Luna

Ano de 2006, no meio do México, a kilometros de algo que possa ser chamado de cidade, alguns americanos realizaram uma corrida de 50 milhas junto com a tradicional tribo indígena de supercorredores; os Tarahumaras.

Não entrarei em detalhes, mas afirmo que estas minhas primeiras palavras são apenas o pico de um iceberg de um livro, que é um best seller e fonte de inspiração para os corredores e praticantes do barefoot.

O nome deste livro é Born to Run, de Christopher McDougall.

Pensei em comprar minha versão em inglês, mas como eu ainda travo em algumas palavras, e estava muito ansioso para ler, eu comprei minha versão em português.

Um dos protagonistas do livro é “Barefoot Ted” McDonald, um corredor, que passou a correr descalço, por motivos pessoais, e que foi o primeiro a utilizar o Vibram Five Finger com a finalidade nunca antes imaginada: um calçado de corrida.

Após o evento do México, Barefoot Ted criou a sua pequena fábrica de sandálias (Luna Sandals) baseado nos huarache dos Tarahumaras, destinado para os amantes da corrida minimalista.

Já escrevi aqui no blog dois posts sobre minha mudança do meu jeito de correr após a compra dos meus Vibrams.

Só que eu queria experimentar algo a mais. Tinha o desejo de sentir mais uma vez uma situação nova, mas sabendo e consciente que seria uma ação que me levaria ao prazer agindo de forma segura. Assim eu chamei meu primeiro Luna (The Original) com tiras elásticas de 5/8″ de largura.

Correr com uma sandália Luna me passou uma sensação de muito mais liberdade, pois diferente dos Vibrams, os pés não tem um tecido envolvendo toda sua área externa.

Ao correr com este calçado eu aumentei ainda mais minha atenção ao pisar do que com meus Vibrams. Correr no estilo barefoot exige este cuidado, pois não tem como você ligar o “automático” e apenas mexer as pernas. Uma distração você pode esfolar seus dedos.

As tiras mantem o solado fime no pé. Muita gente pergunta-me se a sandália escorrega, ou os dedos escapam, como um chinelo em uma situação com água, mas já corri mais de uma vez na chuva, sendo alvejado, além das gotas, pelos comentários da minha mãe falando que eu estava louco e que iria ficar doente.

Posso afirmar que a sandália não escapa do pé.

A regulagem das tiras é algo que você irá gastar alguns minutos quebrando a cabeça. Regulagem muito justa dá firmeza da sola aos pés, mas também as tiras começam a ficar apertadas e a incomodar. Achar o meio termo será sua nova habilidade.

Gostei tanto do Luna que comprei outro. Aterrisou na minha casa, há algumas semanas, o meu segundo modelo que é o LeadVille.

Enquanto eu estava desempacotando o produto, pensava como esta situação é insana.

Mesmo tendo condicionamento, correr era algo abominável para mim. Eu detestava.

Comecei, tomei gosto e em pouco tempo fiz algo impensável para muitos corredores, abandonei os clássicos tênis de corrida.

Na academia eu já escutei de tudo, de gente falando que eu estava louco, gente achando muito excêntrico e curtindo idéia, e pessoas desaprovando totalmente tudo isso.

Não tenho conhecimento em fisioterapia ou de educação física. Não teria condições de debater as vantagens de se correr descalço com um profissional da área ou com uma pessoa comum.

Tem bastantes artigos e vídeos sobre o assunto, se estiverem interessados só pesquisar.

Meu argumentos não são mágicos, são simples. Apenas faço aquilo em que acredito e que por mais doido que possa parecer, tem uma base de realidade e de que não é impossível realizar.

Como que em décadas (que seja séculos passados) as pessoas corriam? ou até mesmo tribos perdidas no mundo? Podem ter a certeza que eram com uma tira de couro embaixo da sola amarrado com cordas. Em nenhum momento na minha vida eu escutei ou li algo na histórias que estes povos, após correrem, tinham que cortar as pernas pois ficaram inutilizadas, ou houve uma epidemia de lesões nós pés.

Tênis de corridas com amortecimento começaram a aparecer por volta da década de 70 para cá, e mesmo assim existem pessoas que se lesionam. Eu vejo meus amigos se machucarem.

Não sei, a impressão que dá é que um tênis de corrida ele “mascara” o piso que você está correndofora que eu começo a chocar ao solo primeiro meu calcanhar. Quando estou correndo tanto com meus Vibrams, como meus Lunas, começo a correr apenas com as pontas dos pés.

Meu tronco e minha postura ficam mais eretos ao correr desta forma.

Lendo o artigo Born to be Barefoot, de McDougall, ele comenta algo óbvio, para mim, sobre  Barefoot Ted. Para fazer o que ele faz tem que acreditar muito e testar pessoalmente, baseando sua crença e respostas no passado. Uma resposta simples e que para muitos é sinônimo de uma situação miserável: uma sandália.

Uma sandália que quando as pessoas me vêem correndo pensam que eu sou um indigente.

No atual momento os Lunas são meus calçados oficiais de corrida. Os Vibrams são para meus treinos na academia, minhas sessões de Crossfit e o dia a dia.

Aqui no Brasil conheço apenas uma pessoa que faz para vender os huaraches. Ele é de Minas e só não comprei pois seus modelos são clássicos mesmo, com tiras que precisam dar laços em volta da perna. Para minhas primeiras compras de sandálias eu preferi os Lunas com elástico pois são prontos-para-uso ao calçá-los.

O blog deste cara de Minas: Barefoot Brasil.

Futuramente talves irei ver seus modelos.

Estou grato por descobrir este novo estilo. Não encontrei a solução engarrafada dentro de um supermercado, Ted já sabia da resposta conhecida por nós há milênios

Estou imune a lesões agora? Lógico que não, sou um ser humano sujeito a tudo.

E como um ser humano, eu quero correr como um.

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ps: além de mim, meu irmão também é praticante do barefoot aqui em Valinhos.

O meu 2011

Alguns conhecimentos adquiridos, um pouco mais de dinheiro no bolso…tudo veio com bastante luta, mas ainda não dá maneira que eu desejo.

Posso descrever desta forma o meu ano de 2011: O ano do barefoot, o ano do Blender 3D.

Blender 3D

Melhorei os meus conhecimentos no Blender.

Melhorei minha técnica e isto não foi porque eu apenas fiquei em um trabalho solo apenas testando o software, na base da tentativa e erro, descobrindo as melhores maneiras de fazer algo digno, a ponto de alguém falar “isto está legal”.

Eu paguei para aprender, eu paguei para um dos melhores, eu paguei para Andrew Price me mostrar o que devo fazer e o que estou fazendo de errado.

O pagamento é uma forma de reconher o trabalho da pessoa que está me ensinando, além de estimular este professor a fazer mais tutoriais.

Todos se beneficiam.

Até o começo do ano eu não sabia como funcionava o compositing. O meu portfolio mostra que isso é passado.

Fotografia

Está ai algo que me despertou um interesse muito grande, principalmente neste ano.

Comprei do meu compadre uma PowerShot S3 IS há alguns anos atrás. Precisava de uma câmera e como ele estava fazendo um preço bacana, juntou a “a fome com a vontade de comer”.

Até ai ok, tirava fotos como todo mundo, usando o módulo AUTO (automático) como qualquer usuário de uma câmera digita compacta.

Mas eu comecei a tirar muitas fotos, e um dos motivos que ajudou bastante foi o fato de eu carregar a máquina para todo lugar, dentro de minha mochila.

Através da influência de um primo, que é fotografo da Federação Paulista de Futebol, eu comecei a namorar as DSLR´s. Como eu ainda não tenho uma, resolvi tirar o máximo que minha câmera poderia me oferecer, e reli novamente o manual.

Fora as buscas na net, comecei a entender os conceitos básicos de fotografia.

  • Aperture
  • Shutter Speed
  • ISO
  • White Balance etc

Cheguei no ponto da PowerShot não oferecer mais as possibilidades para tirar as fotos, da maneira que eu desejo.

Chegou o momento de algo mais forte, de uma DSLR.

Barefoot

Já fiz um post sobre minhas mudanças da maneira de calçar e correr, mas irei escrever novamente, de maneira breve, para quem não viu.

Há mais ou menos dois anos atrás, vi uma SuperInteressante (número 269) que tinha uma matéria sobre algumas pessoas que estava correndo descalços.

Depois desta matéria da Super, veio outra matéria no MeioBit, em seguida meu professor de Crossfit aparecer com um Vibram na minha frente e logo em seguida eu começo a ler o livro Born to Run

Depois de todas estas experiências eu resolvi me livrar do meu Asics Nimbus.

Hoje eu tenho 4 VibramFiveFinger e apelei partindo para a compra de uma sandália minimalista para corrida.

Está sandália é uma Luna Sandals.

Minha visão em relações aos tênis, e minha forma de correr, mudaram de maneira radical. O meu irmão também começou a trilhar o mesmo caminho, e hoje tem um Vibram.

Mas essa minha mudança gerou algumas reações com meus amigos e professores; de gente que me elogiou há pessoas que criticaram. Bem, alguém tem que fazer a loucura de tentar algo diferente.

Cada vez mais que pratico o barefoot, acredito que a loucura estava do lado em que todos acham o certo.

Face

Tentei usá-lo durante 1 ano, mas não é meu perfil de rede social.

Não entrarei em detalhes dos “por quês”, mas eu prefiro usar o meu velho e bom Twitter, junto com o meu novo Google +.

O Google + foi uma boa surpresa. Estão nos meus círculos antigos amigos do fórum Ubuntu, alguns fotógrafos que aprecio, como o Thomas Hawk, e posto algumas das minhas fotografias para o pessoal ver.

Existem mais pontos e outros fatos que aconteceram comigo neste ano, mas ficarei por aqui. Um destes fatos foram conversas intensas com pessoas que estão ao meu redor.

O que espero neste próximo ano é dominar o mundo, mas como isso é difícil eu espero ficar rico, mas antes eu preciso de uma verdadeira paixão do que eu devo fazer.

Estou meio perdido de uns tempos para cá, mas sinto que minhas atividades estão se afunilando para algo que eu estou esperando.

Espero que eu chegue logo, para eu encontrar a paz.

Paz neste 2012 para mim, para vocês e para todos. Mas eu não serei a paz para alguns, apenas para poucos.

Cl for 2012, Baby.
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10Km em 4 rounds no estilo barefoot

Foto do Flickr oficial do evento Fila Night Run. O cabeção aqui esqueceu dos créditos do fotógrafo. Se ele ver e se manifestar eu agradeço.

Every morning in Africa, a gazelle wakes up. It knows it must outrun the fastest lion or it will be killed. Every morning in Africa, a lion wakes up. It knows it must run faster than the slowest gazelle, or it will starve.

It doesn´t matter whether you´re a lion or a gazelle – when the sun comes up, you´d better be running.”
Citação de Roger Bannister, do livro Born to Run de Christopher McDougall

Relatarei minha experiência, até o momento, em correr no estilo barefoot. Dividirei em pequenas histórias e depois irei uní-las no final.

– Conto 1 – O começar a correr:

Já pratico algumas atividades há alguns anos.

Dentre elas, uma que nunca caiu em minhas graças é correr.

Apenas corria para manter o condicionamento, além de sair da minha zona de conforto de fazer apenas o que eu gostava.

Notava que alguns amigos amavam correr, outros gostavam muito de spinning. Mas correr, para alguns, era como um vírus, o pessoal não parava mais.

Detalhe que eram sempre os meus amigos da musculação, que começavam a tomar gosto por esta atividade. De repente eles estavam ali, sempre na esteira da academia e logo em seguida participando de corridas de rua.

Diante de tudo isso eu iniciei as minhas primeiras tentativas. Comecei a treinar apenas para adquirir o gosto.

Treino, treino…até o ponto de participar, junto com meu amigo Rui, em um evento oficial que foi a Corrida da Lua, em Campinas.

Fotos vocês podem conferir aqui.

Legal. Fiz em um tempo bom nos 6Km e a experiência em si foi muito bacana.

– Conto 2 – Vibram Five Fingers:

Meus Vibrams (KomodoSport, Bikila e o KSOTrek)

Há quase dois anos atrás eu estava folheando uma revista Super Interessante onde havia uma matéria sobre o Vibram Five Finger e sobre a mecânica de se correr descalso.

Aquilo me interessou bastante. Até levei a revista para alguns amigos, que são professores de educação física, para mostrar o assunto.

O tempo passou e novamente o assunto veio-me de bandeja via este post do San Piccirelli do Meio Bit.

O gatilho final foi quando meu amigo, e professor de CrossFit, Cesar chegou com um Vibram em uma aula.

Ao vivo achei muito legal e foi o ponto decisivo para fazer a encomenda do meu primeiro modelo; KomodoSport.

O período de adaptação foi estranho, havia músculos das pernas que começaram a reclamar da nova situação. A impressão era que estes músculos nunca havia sindo trabalhados. Na verdade sempre foram, mas agora era de uma maneira diferente.

Fora o fato de que TODO MUNDO olha para os seus pés ao andar nas ruas.

Minha mãe até hoje acham eles feios demais. ehheeh

– Conto 1 + Conto 2 = Fila Night Run

Fiquei sabendo pelos amigos do Fila Night Run.  A etapa em Campinas seriam 10Km: duas voltas no Taquaral de Campinas no período da noite.

Foi realizado há dois sábados passados (10/09/2011) e eu estava lá.

Essa seria a prova que eu colocaria a técnica do barefoot na linha de fogo.

Treinei leve pelo menos 3 vezes por semana, durante um mês e meio. E acho que ai foi o meu erro, treinei leve demais, pequenas distâncias apenas e vocês iram conferir o resultado disso mais adiante no texto.

Chega o dia e minha namorada acompanhou-me no evento (ela era o meu apoio, meu staff).

Como sempre haviam várias barracas das academias, e lá estava eu, no meio do povo com Mizunos e Asics, usando um tênis com dedos azuis.

Lógico vieram duas pessoas perguntarem para mim sobre o Vibram.

Chega o momento de correr, fiz um alongamento rápido e caminhei para o local da largada.

Fiquei bem atrás do pelotão de elite.

Largada dada, o povo começa a andar e correr. Estava tão atrás que só passei 5 minutos depois que o tiro foi dado.

Passei pela largada e começa minha conversa com os 10Km. Argumentações difíceis que vocês acompanham agora:

Round 1 – Kms 1 ao 1,5 – Adaptação

Sempre nos primeiros quilômetros eu começo a me adaptar a nova situação de esforço. Preciso de alguns metros até a respiração começar entrar em sincronia com as passadas, o corpo começar a se adaptar com os choques do chão, e por ai vai.

Esta etapa é meio dura, mas não existem saídas para contorná-la. Guts aqui.

Round 2 – Kms 1,5 ao 5 – Disparo

“Um bom corredor não deixa rastros”

Tao te Ching, o Livro do Caminho e da Virtude

Já estava adaptado a corrida e começo a disparar. Noto que passo vários corredores.

“Isso não está legal”, penso, e começo um autocontrole na velocidade.

Não poderia me desgatar logo no começo por pura empolgação, então comecei a me preservar.

Foram nestas horas que escutei alguns corredores falando “…olha o pé deste cara…”.

Round 3 – Kms 5 ao 8 – Tentativa de Nocaute

Nesta etapa começa a segunda volta no Taquaral.

O fator elevado a -1 entra em ação mais rápido que estilhaços de uma granada. Neste momento eu começo a sentir o cansaço da situação, e ela vem em pico, não de maneira gradual.

A empolgação cai drásticamente e começo a sentir algumas bolhas antigas nos dedos do pé esquerdo.

A Av. Dr. Heitor Penteado parecia que havia aumentado 3x o seu tamanho, não acabava nunca. No final dela comecei a sentir o joelho esquedo e depois o direito.

Ambos revesavam e pareciam falar “algo errado, pare agora Fábio”. Ignorei a situação, sorri para ela, e continuei correndo. Não era dor, mas era algo incômodo, como uma situação engatilhada para fazer tudo dar errado.

Notava que estava correndo perto da calçada, parte do asfalto que é inclinada.

Fui para o meio da rua, onde é mais plano, e o meu joelho direito parou de reclamar como uma criança birrenta (Miller feelings).

Mesmo enfretando o Round 3, mantive a velocidade por volta de 9~10 Km/h

Parece piada, mas nessa hora eu pensava nos tarahumaras e em atletas como Scott Jurek e Anton Krupicka.

Como que superrunners conseguem correr mais de 100 milhas e eu naquela situação com menos de 10 Km ?

Também pensava no pedaço de bolo de milho que eu havia comido algumas horas antes.

Round 4 – Kms 8 ao 10 – Automático

Nos quilometros finais entrei em estado automático, sentia o cansaço, mas a situação estava menos complicada do que no round 3.

O joelhos estavam em equilibrio, as solas das pontas dos pés estavam em ardência devido as exigências e ao impacto amortecido.

A água oferecida no caminho, em copinhos plásticos, era quase para molhar a boca. Não conseguia engolir direito. Apenas pequenos goles.

Mas consegui completar os 10Km em quase 53 minutos.

Fim da batalha, sobrevivi aos 4 rounds.

– Pós-corrida e conclusões

No dia seguinte eu sentia os dois joelhos. Dois dias depois os joelhos estavam ok, mas sentia as pernas ao subir uma escada. Passado três dias, do evento, eu estava bala novamente.

Adorei a experiência, mas notei que preciso treinar resistência. Corridas com baixa velocidade (9Km/h) e com pelo menos 40 minutos.

Não fiz isso, o que foi meu erro e paguei no Round 3 por essa infântilidade.

Não sei quando farei a próxima corrida de rua, mas saberei como agir desta vez, e detalhe, não irei me preoculpar com o tempo.

Irei tentar correr de maneira mais confortável, pois eu quero sentir aquilo que os tarahumaras sentem ao correr.

Eu quero sentir-me feliz.

Cl, Baby.

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