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Fluid simulation test – Detalhes de sua produção

Tentei colocar este texto no LinkedIn, mas por mudança de regras do pessoal de lá existe um limite de caracteres por post. Como eu gosto de escrever bastante, quando estou empolgado, então “zé fi ni”.

Go.

A simulação no vídeo é feita no Blender 3D. Coloquei duas simulações de um fluído passando por reservatório de confecção simples.

A primeira simulação utilizei a simulações de fluído do próprio Blender com uma configuração de viscosidade dá água (botei água azul apenas para facilitar a visualização).

Fazia anos que não mexia com isso e passei um dia inteiro relambrando alguns settings gerando-me alguns entraves e goles de café a mais barriga a dentro.

Uma coisa que eu observei foi o comportamento dá água. Esquece, não irá simular de forma precisa a vida real a sua reologia. Veja apenas isso como uma ilustração animada e não como estudo de comportamento reológico.

Se a intenção fosse simular para calcular algum parâmetro de maneira precisa (a temperatura em algum ponto, velocidades, forças aplicadas na superfície interna do reservatório) ai utilizaria software de gente grande como o Ansys Workbench.

A segunda simulação do vídeo fiz alguns truques visuais: Utilizei a simulação de fluídos apenas na saída do reservatório e o efeito da água na parte interna é um mesh sendo deformado de maneira randômica.

Qual a vantagem disso chefe? Simples, me poupa gasto computacional para gerar os arquivos de simulação de fluído.

Nas duas simulação utilizei o render engine antigo do Blender 3D pois seria bem mais rápido para renderizar minha animação.

Poderia criar uma animação de maneira mais realística? Com certeza, mas eu iria gastar muito tempo de máquina aqui para renderizar todos os frames.

Estou falando de dias e não estou brincando.

Para estes casos, só se eu tivesse um cluster ou usar algum supercomputador da Cenapad da Unicamp (off ao texto: ohh quase usei um deles para simulações do Ansys em um trabalho que eu estava fazendo. Amor a primeira vista).

Para fechar, vamos ver se o LinkedIn muda sua política de posts com conteúdos maiores. Teve uma época que eles abriram esta possibilidade e até postei um texto grande, agora fecharam a porteira.

What a pity.

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Pontos: fotografia, eng, modelador 3D e FEA user

Muitas vezes quando eu deixo de postar no meu blog são momentos de falta de inspiração.

Pode ser um post mais técnico do que artístico; eu preciso estar no clima.

Inspirado e motivado.

Vamos há alguns recortes atuais da minha vida profissional (espero ser rápido):

– Fotos

Estou fazendo com menos frequência, mas quando tem algum evento, entro em ação. Consigo peneirar, de umas 30 fotos, uma ou duas que me interessa(m). Minha produção nunca é grande, mas nos dias de hoje ela caiu ainda mais.

O porque desta minha queda tem algumas explicações: olhar mais criterioso, aborrecimento com um fato aqui e ali fazendo o seu prazer ficar salgado etc.

Não importa. Estou sendo produtivo no meu tempo e não pretendo parar.

Já pensei em fazer um movimento muito ousado, em sair do mundo das DSLR e cair novamente para um Point and Shoot.

Mas afirmo que não seria uma simples Point and Shoot. Os modelos que eu acompanho tem as esp. que eu gosto.

Eu continuaria um sniper com elas.

– Modelador e Simulador

O meu trabalho de modelador 3D e usuário de programa FEA (finite element analysis) não é para qualquer um. Principalmente para mim que uso 4 softwares para conseguir atingir o que quero.

Blender, Geomagic, SolidWorks e o ANSYS.

Para gerar o modelo 3D  não vejo problemas, é trabalhoso mas eu sei o que eu tenho que fazer.

Mas para obter os resultados de simulações de esforços, meu amigo, ai entra um trabalho herculano de achar um workflow que funciona.

Ao modelar eu uso sempre STL, mas para simular eu preciso transformar o modelo em extenção IGES.

Essa bunch de importação e exportação do Geomagic+Solidworks em IGES estava dando problemas no ANSYS. Mas acho que agora eu encontrei o caminho.

Olha, eu poderia fazer um post disso, mas teria que ser em vídeo. Escrito e com várias fotos de screen seria bem trabalhoso.

O ideal seria um programa que faz tudo (tipo o Mimics) que modela e já faz a simulação de esforços. Mas não esta nos planos do laboratório que faço parte a sua compra. Eu tenho que me virar com os programas que estão disponíveis no lab.

Lembrando que os programas isoladamente são ótimos, mas quando exige uma “conversa” entre eles…uhh

– NX9

O laboratório congitou a compra de um nome poderoso e eu tive o prazer de conhecer e testá-lo. Unigraphics NX9.

Se você é um modelador 3D mecânico de longa data, eu não preciso falar que ele está no mesmo panteão do Catia e SolidEdge.

Irei usá-lo mais, pois se houver alguma ferramenta nele que me seja útil, já saco e atiro com ela.

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Generator – respingos de 2013

Pois é.

Minha vida mudou em 2013, parece que tudo teve que vir abaixo para erguer novos alicerces.

Não entrarei em detalhes do que aconteceu, pois ainda pretendo fazer um post especial sobre isso. Foi terrível e ainda estou tendo que lidar com os respingos da situação.

Depois de mais de 10 anos voltei para Unicamp novamente para área de pesquisas.

Houveram coisas muito proveitosas em trabalhar na área privada, mas houveram momentos onde nunca passei tanto ódio em minha vida. Assédio moral, idiotas que não mereciam cargos superiores…enfim, os ingredientes que TODOS vocês conhecem.

Mas no final de 2013 algo mudou, uma pessoa me chamou na Unicamp. Me ofereceu um serviço, uma meta, um estudo e um horizonte.

Serei superficial novamente mas resumindo; terei que ajudar na parte de pesquisas, em um laboratório de prototipagem 3D, a fazer próteses humanas e alguns equipamentos mecânicos.

Consequência disto foi sobrecarga de informação para ler, relembrar e aprender.

– Cálculo

– Resistências dos materiais

– Mecânica dos fluídos

– Invesalius

– Geomagic Studio + Blender 3D

– Ansys

– Simulação no Solidworks

– Projetos pessoais

  • Cálculo

A matemática básica do engenheiro. Literalmente o ítem número 1 da lista para avançar em outros terrenos.

Resolvi revê-la.

A intenção não é fazer exercícios de matemática. As fórmulas estão prontas para eu obter meus resultado. Mas eu quero entender o que está na minha frente com este gigante como background

Desta vez estou reaprendendo de maneira mais eficaz do que livros a moda antiga, e está sendo feito através do Khan Academy.

  • Resistência dos materiais

Haverá simulação mecânica de esforços e impacto, e para não chegar perdido neste terreno lá estou revendo este conteúdo.

  • Mecânica dos fluídos

Algumas próteses e protótipos deveram ser validados em simulação de fluidodinâmica.

Ainda não comecei a ler nada por pura falta de tempo, mas essa é umas das matérias que mais me assustou no passado.

Quem usou o livro de Fenômenos de Transportes do Bird alguma vez na vida, sabe do que eu estou falando.

  • Invesalius

Primeiro armamento novo que tive que aprender a usar quando necessito fazer uma prótese em uma pessoa.

O resultados de tomografia e ressonância magnética são transformados em visualização 3D neste software.

Em seguida exporto em STL a região óssea deseja para criar, em outro software, a prótese necessária.

Resumindo, Invesalius é apenas um visualizador e exportador de STL para mim.

  • Geomagic Studio + Blender

Geomagic Studio, um dos melhores softwares de reengenharia que existe.

O Studio recebe meu STL by Invesalius e a partir dai começa todo o trabalho.

Existe umas ferramentas no Studio muito bacana, principamente na parte de criar faces, mas há alguns momentos que eu acho ele bem travadão. Tem comandos que não tem shortcuts, poucas possibilidades de customização da interface, mas nada que eu não possa me acostumar.

Há etapas onde minha prótese é enviada para o Blender (novamente em STL) para fazer alguns acabamentos e acertos de maneira mais orgânica. Sinto mais segurança fazendo isso no Blender.

Então fica neste bate bola entre Blender e o Geo.

Um problema que estou enfrentando no momento: operações booleanas. Tanto no Blender como no Geo Studio o produto final é muito imprevisível.

Algumas vezes os resultados ficam um desastre.

Por causa disso, ainda procurando achar um workflow confiável.

  • Ansys

O mais famoso, antigo e complexo software de simulação FEA (análise de elementos finitos).

Dispensa apresentações . Terei que aprendê-lo.

É o Ansys que justifica minha leitura de mecânica dos fluídos e resistência dos materiais.

Go ahead punk !

  • Simulação no Solidworks

Mais trabalho; verificar as possibilidades de utilizar a ferramenta de simulação do Solidworks.

Nunca usei este recurso e terei que aprender.

Simulação no Solid não tem a força do Ansys, mas deve quebrar algum galho aqui e ali.

  • Projetos pessoais

Tenho uma vida que é fora de tudo isso ai.

Gosto de correr, fazer Crossfit e principamente modelar meus projetos partículares.

No momento estou trabalhando no novo episódio do Robopiu (esp 003).

A parte de animação está demorando porque…demora mesmo. Mas quase sempre reservo 1 a 2 horas por dia para trabalhar no meu robô.

Estou aprendendo, através de um livro, como desenhar a mão livre. Acho esta arte magnífica e fico admirado quem tem esta habilidade.

Este desejo também foi nutrido pois li muito HQ no passado. O tiquinho de tempo que sobra lá estou eu com papel em branco e lápis na mão.

Nada há acrescentar neste final de texto. A única coisa que eu posso falar é que para tudo tem uma justificativa.

Não gosto de ocultismo pois trabalho de maneira mais lógica, mas em alguns momentos esta é a frase que me vem a cabeça.

Eu estou cansado.

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